
O perigo espreita à saída da garagem
Moradores de condomínio de Torres Novas queixam-se do risco de acidente sempre que têm que sair do estacionamento subterrâneo que serve o seu prédio. Câmara de Torres Novas promete tomar medidas.
A saída da garagem do lote 4 na Avenida Sá Carneiro, em Torres Novas, é uma autêntica armadilha para quem lá mora sempre que tira o carro da garagem. Tanto que muitos dos condóminos já não colocam lá os carros com receio de ter um acidente. A saída da garagem subterranea faz-se através de uma rampa muito inclinada e desemboca numa artéria muito movimentada, sendo a visibilidade reduzida.
Irene Rocha, a residir há 19 anos naquele prédio, admite que já apanhou vários sustos a sair com o seu carro da garagem. O último, relata, foi quando passava um carro e, ao fazer o ponto de embreagem, o seu automóvel foi abaixo. Situação essa que bloqueou a direcção do seu veículo. “A sorte foi ter as rodas direitas”, admite. Depois diz que desceu devagar para dentro da garagem e, só lá, conseguiu desbloquear a direcção e colocar a trabalhar novamente o carro.
“Há aqui condóminos, alguns com idade mais avançada, que já não colocam aqui os carros com receio que aconteça alguma coisa”, conta, porque “a culpa é sempre nossa já que somos nós que saímos de uma garagem”.
A condómina explica que o problema surgiu quando abriram a rua que dá acesso à garagem, há dois anos atrás. “Até lá não havia problema nenhum, mas agora é terrível, especialmente de manhã”, afirma, referindo que essa é a hora de ponta na zona.
O pior é quando se sobe para fazer a manobra de sair com carro para entrar na rua. “Temos de colocar a parte da frente do carro na rua para conseguirmos ver se vem alguém”, explica. Irene Rocha conta que já no ano passado, na reunião de condóminos, falou-se do assunto e a empresa que gere o condomínio dirigiu-se à Câmara de Torres Novas para relatar o que se passava e pedir que colocassem dois espelhos em frente à garagem, um para o lado direito e outro para o lado esquerdo.
Como tudo continua na mesma, a reformada decidiu deslocar-se à reunião de câmara de 4 de Julho para expor a situação. “Aquilo é um caso de segurança de 27 condóminos. Acredito que, desta vez, a Câmara de Torres Novas vai resolver o problema”, admite, referindo que a solução é muito simples: “Basta fazer um buraco no chão e colocar-se os espelhos”.
Contactado por O MIRANTE, o vice-presidente da Câmara de Torres Novas, Luís Alberto Silva (PS), refere que, depois de uma averiguação da situação, “já foi dado ordens para ser colocado naquele espaço os espelhos o mais brevemente possível”. Admite ainda que o processo entrou nos serviços no ano passado, mas poderá “não ter ido pelo canal correcto”, daí nunca mais ter sido resolvido.

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