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População de Valhascos descontente com os atrasos e troca de correspondência

População de Valhascos descontente com os atrasos e troca de correspondência

São muitos os transtornos causados pelo mau serviço prestado pela distribuição postal, como facturas que chegam depois do prazo de pagamento ou cartas com a marcação de consultas médicas que chegam após a data das mesmas.

Edição de 19.07.2017 | Sociedade

Desde que os CTT foram privatizados e a concessão de distribuição de Alcaravela foi extinta, a população de Valhascos, no concelho do Sardoal, nunca mais recebeu a correspondência a tempo e horas.
Um morador, Paulo Januário, diz que tem recebido cartas dos fornecedores regulares, como as facturas de electricidade, água e telecomunicações, com muitos dias de atraso, o que causa grande transtorno porque tem que pagar as contas com multas e já faltou a eventos porque só recebeu os convites após terem acontecido.
O MIRANTE fez várias tentativas para contactar a Central de Distribuição dos CTT de Alferrarede, no sentido de ouvir a justificação para este problema em Valhascos, mas até ao momento não foi dada qualquer explicação.
Paulo Januário, natural de Valhascos, já apresentou reclamação formal na central de distribuição dos CTT de Alferrarede, na DECO - Associação de defesa do Consumidor, na Junta de Freguesia de Valhascos e ao presidente da Câmara do Sardoal, tendo recorrido também ao jornal O MIRANTE para denunciar a situação.
Outros moradores, como Diogo Reis, Flora Gonçalves e António Quintas, também dizem que o atraso da correspondência e encomendas provoca muitos constrangimentos. A mãe de Flora já ficou sem receber a pensão de reforma mais de um mês porque a carta nunca chegou, teve de procurar nos CTT em Alferrarede, onde não lhe deram explicação para o sucedido.
Rui Valente, membro da Assembleia de Freguesia de Valhascos e presidente da Associação Cultural e Desportiva local, defende que a população tem de se unir e fazer uma petição para entregar nos vários órgãos autárquicos, no sentido de pressionar os CTT a resolverem a situação. “Não se justifica que mandem para aqui jovens carteiros que não estão para se incomodar a distribuir a correspondência e a levem para a central, sem que nada aconteça», diz Rui Valente.
O proprietário do Café Central foi a Alferrarede buscar 60 cartas que lá estavam porque o carteiro não as distribuiu, facto muito complicado já que nessa correspondência estava a carta com a factura da electricidade que, por não ter sido paga dentro do prazo, foi cortada. António Ferreira ficou 15 dias sem receber cartas e depois recebeu 11 cartas num só dia. Nessas cartas estava a carta do telefone para pagar e como o prazo já estava vencido, vai ter de pagar mais 5 euros na próxima factura.
Paulo Januário garante que não vai calar-se e promete recorrer a todas as entidades possíveis para ver esta questão ultrapassada. Diz mesmo que até tem a solução: os CTT podiam contratar pessoas de Valhascos para fazerem a distribuição da correspondência e encomendas.

Autarcas ao lado dos queixosos
José Manuel Fernandes, secretário da Junta de Freguesia de Valhascos, sublinha o atraso de correspondência também nessa autarquia e sustenta que há uma enorme irresponsabilidade por parte dos CTT, visto que desvalorizam as reclamações da população e não dão explicações. O autarca garantiu que esta semana, na reunião da assembleia de freguesia, o assunto vai ser debatido e a junta vai, em conjunto com a população, avançar para já com uma petição a exigir por parte dos CTT resposta cabal.
O presidente da Câmara do Sardoal está ao corrente desta situação e coloca-se ao lado da população para qualquer iniciativa que vise a resolução deste problema. Defende que os CTT devem assumir responsabilidades e garantir um serviço de qualidade à população.

População de Valhascos descontente com os atrasos e troca de correspondência

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