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Um clube de bairro que se tem afirmado no panorama desportivo
Transformação do ringue do CPCD em pavilhão é um dos sonhos dos dirigentes do clube

Um clube de bairro que se tem afirmado no panorama desportivo

O Centro Popular de Cultura e Desporto da Póvoa de Santa Iria é uma colectividade eclética que nasceu do sonho de um grupo de amigos e hoje dá cartas em diversas modalidades como a natação, futsal ou karaté.

Um dirigente associativo nunca se resigna e quer sempre mais em defesa da colectividade que dirige e da comunidade que serve diariamente. A ideia é defendida por Joaquim Ramos, 48 anos, presidente da direcção do Centro Popular de Cultura e Desporto (CPCD) da Póvoa de Santa Iria. Uma colectividade que apesar de ter crescido bastante nas últimas décadas sempre manteve o seu espírito de bairro e de união com quem vive perto dela.
É uma colectividade que nasceu em Novembro de 1976 e que tem hoje uma oferta diversa a nível desportivo e cultural naquela que é a cidade com maior densidade populacional do concelho de Vila Franca de Xira. Só na vertente desportiva tem mais de meio milhar de atletas, divididos por modalidades como a natação, futsal, karaté, zumba e cycling. Chegou a militar na primeira divisão nacional de futsal e a formar jovens talentos para clubes como o Sporting ou o Benfica.
Mas é também uma porta aberta à comunidade, realizando eventos culturais como festivais de música portuguesa – tem também um grupo próprio de música tradicional – e realizando excursões por todo o país, organizando os santos populares e noites de fados. “Somos uma colectividade ecléctica que gosta de estar de portas abertas para a população”, explica Joaquim Ramos.
O rosto do seu dirigente ficou conhecido depois do surto de legionella que afectou o concelho em 2014 e Joaquim foi um dos que esteve na génese da criação da associação de vítimas, da qual foi presidente até recentemente. Natural de Rosmaninhal, concelho de Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco, Joaquim chegou à Póvoa de Santa Iria em 1986. É motorista de autocarros de passageiros mas confessa-se uma pessoa sem medo de arregaçar as mangas e lutar pelo seu salário: foi técnico de máquinas de café, estofador, auxiliar de acção educativa numa faculdade, líder sindical e taxista na Póvoa, nas horas vagas. “Não há trabalho que me meta medo”, diz com um sorriso.
A sua ligação ao CPCD já vem de longe quando o filho começou a treinar no clube. Em 2016 chegou ao fim a carismática liderança de Manuel Alfaiate, que conseguiu saldar ao longo dos seus mandatos uma dívida que o clube herdara no valor de 40 mil euros. Cansado e sem listas a apresentarem-se para o substituir ameaçou entregar as chaves da associação à Câmara de Vila Franca de Xira. Perante a incerteza, Joaquim juntou-se a outros pais que tinham as crianças a treinar e formaram uma lista para os órgãos sociais, que se mantém até hoje.
“Orgulhamo-nos de ser uma colectividade de bairro, próxima das pessoas. Recentemente recebi pessoas a pedirem-nos ajuda por causa de problemas relacionados com a pandemia. Somos uma porta aberta e tentamos ajudar sempre que podemos ou encaminhar as situações para quem pode ajudar”, confessa o dirigente. A Póvoa é o clube e o clube é a Póvoa. Parece um chavão mas é a realidade, assegura Joaquim Ramos. “A cidade e os autarcas reconhecem o nosso trabalho. Mas, claro, um dirigente nunca está contente, queremos sempre mais e fazer mais pela nossa terra”, confessa.

O sonho de um pavilhão está mais próximo
Nunca dar um passo maior que a perna é o lema fundamental da gestão de Joaquim Ramos e da sua equipa. Isto mantendo sempre o maior número de actividades desportivas e culturais de qualidade ao dispor da comunidade. “Sempre tivemos estabilidade financeira e a associação tem sido bem gerida. Neste momento o nosso sonho é tapar o nosso ringue de futebol e transformá-lo num pavilhão”, conta. As conversações com o município estão bem encaminhadas e tudo aponta para que as obras venham a ser uma realidade dentro de pouco tempo. “Ao conseguirmos fazer a cobertura do ringue e transformá-lo em pavilhão vamos dar ainda mais qualidade aos nossos atletas e deixamos de precisar de utilizar o pavilhão da escola Dom Martinho”, adianta.

Um clube de bairro que se tem afirmado no panorama desportivo

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