
Tempos de mudança
Que estes tempos sirvam para que as pessoas aumentem a sua capacidade de escuta, empatia e respeito entre todos os seres (humanos e não humanos) e principalmente de si mesmo.
Depois do choque inicial que nos fez perceber o que sempre lá esteve mas que maioritariamente ignoramos: que não há certezas quanto ao futuro, a única certeza que temos na vida é que um dia morreremos.
Hoje estamos no tempo de mudança e incerteza. Mudança para novas rotinas e incerteza quanto aos resultados destas novas rotinas.
Enquanto uns querem teimosamente voltar ao antes, um antes que como conhecemos não poderá voltar a existir, pelo menos nos tempos mais próximos, sem um resultado desastroso para a nossa saúde.
Outros não querem alterar as rotinas criadas durante o estado de emergência e quarentena obrigatória com medo das referidas consequências de saúde, esquecendo-se que as consequências estendem-se muito para além da prevenção da Covid-19 e incluem morte por muitas outras doenças incluindo as psicológicas e a pobreza.
Provavelmente o caminho será o do meio (como, aliás, em quase tudo), um voltar lentamente às rotinas com as devidas adaptações que a situação exige e um avaliar frequente das consequências dessas decisões.
Que estes tempos sirvam para que as pessoas aumentem a sua capacidade de escuta, empatia e respeito entre todos os seres (humanos e não humanos) e principalmente de si mesmo.
