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Guerra política trava duas obras importantes para Alverca
Carlos Gonçalves

Guerra política trava duas obras importantes para Alverca

Assembleia de freguesia chumbou relatório de gestão do executivo CDU. A Coligação Mais, liderada pelo PSD, não ajudou e fez tremer as fundações do acordo pós-eleitoral com os comunistas. Executivo fala em acto nocivo para a população.

A construção de um novo balneário para os trabalhadores da junta, para substituir o actual que está muito degradado, e a construção de 40 columbários para deposição de cinzas no cemitério de Alverca, são duas obras que vão ficar na gaveta este ano. É uma consequência directa do chumbo, pelas bancadas da oposição na assembleia de freguesia, do relatório de gestão de 2019 apresentado pelo executivo CDU liderado por Carlos Gonçalves.
A aprovação desse documento era determinante para introduzir o saldo de gerência positivo do ano passado, no valor de 164.751 euros, no orçamento rectificativo deste ano e assim dar seguimento a esses e outros projectos. O documento foi chumbado na última sessão da assembleia de freguesia com os votos contra do PS e CDS e as abstenções de Bloco de Esquerda e Coligação Mais, liderada pelo PSD. A CDU, que não tem maioria na assembleia, votou sozinha a favor e o documento não passou.
Carlos Gonçalves, presidente da junta, lamentou a situação na reunião chamando-a de “um garrote” que não permitirá dar cumprimento às necessidades da população. A situação fez também abanar as fundações do acordo pós-eleitoral que a CDU fez com a Coligação Mais e o ambiente é tenso, já que do lado dos comunistas há vozes que lamentaram a falta de apoio dos sociais-democratas. O Bloco, que habitualmente vota a favor os orçamentos da junta, desta vez absteve-se por não terem sido realizadas obras e projectos propostos pelos bloquistas.
O CDS alertou para erros nas variações percentuais mostradas no documento e os socialistas condenaram o documento por mostrar a “desorientação política e estratégica” da actual gestão da junta e de terem sido aumentadas as despesas com pessoal e contratação de serviços externos.
O executivo liderado por Carlos Gonçalves salientou os bons resultados orçamentais ao longo dos anos, incluindo no último ano um crescimento de receitas de 93 mil euros com índices de execução da receita de 99,75 por cento e na despesa de 91,01 por cento. “Neste momento tão difícil da nossa existência onde já apoiamos com aproximadamente 37 mil euros o comércio local com a isenção de taxas de ocupação de via pública, publicidade e rendas dos espaços da junta, este valor a ser incorporado seria uma mais-valia nas respostas às necessidades da população”, explica a junta de freguesia.

O rumo a seguir
A O MIRANTE Carlos Gonçalves diz que vão ser desenvolvidos contactos com os líderes das bancadas da assembleia visando dar resposta às dúvidas das diferentes bancadas e admite voltar a enviar o relatório para votação na próxima sessão daquele órgão, rectificando algumas percentagens anómalas e clarificando outras áreas do documento.
Caso o relatório volte a ser chumbado as contas serão enviadas para o Tribunal de Contas (TC) para fiscalização e os 164.751 euros ficam na conta bancária da junta sem poderem ser utilizados à espera de luz verde para serem incorporados no orçamento da junta. “A luta política é legítima mas não vale tudo. Com esta acção não sai prejudicada a CDU ou o executivo mas sim toda à população”, lamenta o executivo em comunicado.

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