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Autarca de Casével e Vaqueiros indignado com a falta de serviços públicos essenciais
Para Miguel Tomás é preciso ter alguma dose de loucura para viver em territórios onde falta quase tudo

Autarca de Casével e Vaqueiros indignado com a falta de serviços públicos essenciais

Miguel Tomás diz que é preciso ser “maluco” para se ir viver para o campo, em zonas onde falta quase tudo e em que a presença do Estado quase não se sente.

Edição de 05.08.2020 | Sociedade

O presidente da União de Freguesias de Casével e Vaqueiros diz que é preciso ter alguma dose de loucura para se ir viver para um território onde os transportes públicos e outros serviços praticamente não existem. Miguel Tomás falava na última sessão da Assembleia Municipal de Santarém, onde deixou críticas ao serviço da Rodoviária do Tejo, que actualmente se limita a uma carreira diária com partida de Casével às 09h00 e outra que sai de Santarém às 17h00 com destino a essa freguesia. Já quanto a Vaqueiros, pura e simplesmente não tem autocarros.
“Os transportes públicos não são flexíveis nem minimamente adequados às necessidades das populações”, afirmou o autarca, criticando as assimetrias existentes no país, onde existem portugueses de primeira, portugueses de segunda e aqueles que ele classifica como os “malucos” por teimarem em viver em territórios onde falta quase tudo o que é resposta de serviços públicos.
O presidente da União de Frequesias de Casével e Vaqueiros, que contou com a solidariedade de outros eleitos de várias forças políticas, criticou também o facto de ainda não ter sido reaberto o posto médico de Casével, fechado por causa da pandemia, quando isso já aconteceu noutras aldeias do concelho (do mesmo se queixou o presidente da Junta de Almoster, João Neves).
Por isso, Tomás pediu ao presidente da câmara, Ricardo Gonçalves, que interceda junto do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Lezíria para que a normalidade seja reposta. E que seja feito o mesmo junto da Rodoviária do Tejo, para que adeque as carreiras às necessidades da população e com resposta mínima para as duas freguesias.
Na resposta, o presidente da Câmara de Santarém reconheceu os problemas e defendeu que o Governo deve afectar mais dinheiro para os transportes públicos, pois as diversas operadoras não estão a conseguir dar uma resposta cabal. Quanto aos postos médicos Ricardo Gonçalves disse que a pandemia veio alterar muitas questões, mas mostrou-se convicto que nenhuma extensão de saúde do concelho vai fechar referindo que esses serviços de proximidade são muito importantes.

Rodoviária justifica com escassa procura
Contactada por O MIRANTE a propósito das queixas do autarca de Casével e Vaqueiros e também de autarcas de Abrantes (ver notícia nesta página), a Rodoviária do Tejo esclarece que “a redução de oferta verificada diz respeito e está associada, apenas, à diminuição drástica de procura (quebra de receita) que é manifestamente insuficiente para fazer face aos custos da operação”. A empresa diz ainda, através do responsável pela Direcção Operacional de Santarém, Marco Henriques, que “o serviço pode, a qualquer momento, ser reposto desde que se verifique a sua viabilidade económica, o que infelizmente até à data não tem acontecido”.

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