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Populares reclamam respostas à insegurança em Benavente
População voltou a juntar-se para se queixar dos desacatos provocados por pessoas de etnia cigana

Populares reclamam respostas à insegurança em Benavente

Perto de duas centenas de cidadão reuniram-se para se queixar que Benavente deixou de ser uma vila segura. Presidente da junta promete dar voz às preocupações e pressionar as entidades para o reforço da GNR local.

Edição de 05.08.2020 | Sociedade

O assunto já tinha sido falado e as queixas relatadas ao pormenor ao presidente do município, Carlos Coutinho, mas muitos residentes de Benavente continuam a queixar-se da insegurança que, na sua perspectiva, reina na vila e prometem permanecer unidos até que sejam tomadas medidas concretas. Na noite de segunda-feira, 6 de Julho, perto de duas centenas participaram numa reunião promovida pela Junta de Freguesia de Benavente para voltar a falar dos problemas com alguns indivíduos de etnia cigana.
Houve espaço para discursos a raiar posições extremistas e outros mais contidos. Houve quem defendesse as pessoas de etnia cigana, dizendo que “não podem ser todos metidos no mesmo saco”, e quem se insurgisse contra tal afirmação, apresentando argumento atrás de argumento. A comunidade cigana não se fez representar.
“Estamos fartos e estamos unidos”, afirmou convicto Manuel Lamas. O que a população quer, explicaram, é que a câmara municipal e junta de freguesia de Benavente, em articulação com as forças policiais, tomem medidas que ponham travão à violência, tráfico de droga, provocações e faltas de respeito. “Queremos justiça a sério, não queremos a justiça popular. Nessa não acreditamos. Elegemos-vos porque confiamos em vocês”, completou Paulo Cardoso.
Para a reunião estava anunciada a presença da GNR, mas à última hora soube-se que não iria aparecer. De acordo com a presidente de junta, a participação dos militares não foi autorizada pelo comando territorial de Santarém. A autarca uniu a sua voz à da população, comprometendo-se a levar os recados “a quem de direito e exigir que quem não cumpre seja punido”. E partilhou que há um ano reuniu com a GNR para pedir um reforço de militares no posto da freguesia, que “não foi cumprido”.
Para Inês Correia há efectivamente um problema de insegurança a crescer na vila causado por pessoas de etnia cigana, mas “não todas”, ressalvou. “Quem desobedece e faz desacatos desta natureza não deve cá estar”, afirmou referindo-se aos homens que agrediram o proprietário de um café e que habitam na Azinhaga do Contador, em terreno municipal.

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