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Homicida da prostituta brasileira apanha 21 anos de prisão
Para os juízes Yuren Teixeira agiu de forma insidiosa e perversa

Homicida da prostituta brasileira apanha 21 anos de prisão

Tribunal de Santarém diz não ter dúvidas que Yuren Teixeira, de 28 anos, matou Lúcia Oliveira, de 48, com um golpe de 19 centímetros no pescoço.

Edição de 05.08.2020 | Sociedade

O técnico de informática que matou pelas costas com um golpe no pescoço uma prostituta no centro histórico de Santarém foi condenado a 21 anos de prisão. O colectivo de juízes, que proferiu a decisão na quarta-feira, 15 de Julho, considerou que Yuren Teixeira, de 28 anos, agiu de forma perversa e sublinhou que não tem dúvidas de que foi o jovem que matou Maria Lúcia Oliveira, de 48 anos.
O tribunal realçou que o arguido, que se encontra em prisão preventiva, agiu de forma perversa e insidiosa, atacando a vítima pelas costas sem que esta tivesse qualquer hipótese de defesa. O Tribunal de Santarém deu como provado que Yuren, natural de Angola, residente no centro da cidade, provocou um golpe de 19 centímetros no pescoço da brasileira, deixando-a a sofrer. O que, para os juízes, revela um desprezo pela vida e um comportamento violento.
Os juízes apuraram também que antes do crime, no dia 27 de Janeiro de 2019, o condenado tinha ligado 26 vezes para os telemóveis da vítima. Realça também que no dia da morte Yuren foi a última pessoa a contactar telefonicamente Maria Lúcia e que lhe ligou para manter relações sexuais na casa onde ela atendia clientes, na Travessa das Frigideiras.
O arguido manteve-se em silêncio e só quis prestar declarações no final do julgamento para dizer que não tinha sido ele a matar Maria Lúcia, o que não foi credível para o colectivo de juízes perante as provas existentes no processo. O tribunal evidenciou o facto de o condenado ter ficado com o telemóvel da vítima e de o ter escondido na casa onde vivia, como forma de tentar ocultar o crime. Yuren já tinha sido condenado por um crime de tráfico de droga cometido em 2016.
O caso trouxe um grande alarme na cidade e foi tema de conversa durante semanas. Maria Lúcia Oliveira tinha dois filhos e estava há cerca de dez anos em Portugal. Tinha trabalhado em várias casas nocturnas da zona, sendo que a última foi o Retiro da Francesinha. Estava casada com um português que, na altura, trabalhava no estrangeiro, mas mesmo casada continuava a atender clientes. O crime de homicídio qualificado, pelo qual foi condenado, prevê penas de prisão entre doze a vinte e cinco anos.

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