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Homicida de jovem da Branca condenado a 25 anos de prisão
foto DR Ricardo Porfírio, de Branca, concelho de Coruche, foi assassinado no dia em que fez 21 anos

Homicida de jovem da Branca condenado a 25 anos de prisão

Tribunal de Leiria condenou Vítor Santos pelo crime de homicídio qualificado de Ricardo Porfírio, jovem da Branca, Coruche. Colectivo de juízes considerou que o arguido agiu com crueldade e com prazer de causar sofrimento.

Edição de 05.08.2020 | Sociedade

O Tribunal de Leiria condenou na sexta-feira, 17 de Julho, Vítor Santos, de 33 anos, à pena máxima de 25 anos de prisão pelo crime de homicídio qualificado sobre Ricardo Porfírio. Tal como O MIRANTE noticiou, em Abril de 2019, Ricardo Porfírio, natural da Branca, concelho de Coruche, morreu no dia do seu 21º aniversário devido ao amor obsessivo que Vítor Santos tinha pelo seu ex-namorado. Segundo declarações de Marco Freitas, namorado da vítima, Vítor Santos nunca aceitou o fim do relacionamento e, quando soube que o jovem de Coruche namorava com ele, a situação piorou tendo tido como desfecho o homicídio.
O colectivo de juízes entendeu que a acusação ficou provada, considerando que o arguido “agiu com crueldade e com prazer de causar sofrimento”, referiu o juiz presidente na leitura do acórdão.
Além de ter sido condenado a uma pena de prisão de 25 anos, o tribunal também concordou com o pedido de indemnização cível a atribuir aos pais da vítima, no valor de 254.800 euros.
Segundo a acusação, que o colectivo considera que ficou provada, o arguido enviou mensagens escritas à vítima e ao seu namorado, fazendo-se passar por cada um deles. Em data não apurada, o seu companheiro terá iniciado um relacionamento amoroso com a vítima e pretendia terminar o namoro com o arguido. O juiz salientou que o arguido teve uma atitude de “posse” e foi isso que levou ao crime.
Assim, como consta na acusação, em Abril de 2019, o acusado fazendo-se passar pelo seu namorado, combinou um encontro com a vítima, a quem desferiu uma facada, deixando-o no chão, em Caldas da Rainha. Em seguida, “passou-lhe com o carro por cima várias vezes”. Mais tarde, com o corpo da vítima debaixo do veículo, deitou-lhe fogo utilizando combustível e uma acendalha. “A vítima viria a morrer carbonizada”, sublinhou o juiz presidente, referindo que a morte ocorreu no dia em que a vítima fazia 21 anos.
O arguido desfez-se dos pertences da vítima e, passando-se por esta, enviou uma mensagem ao namorado, através da aplicação ‘ImNotMe’, pedindo para não o procurar mais. Apesar de sempre se ter afirmado inocente, o colectivo considerou que as declarações do arguido “não merecem credibilidade”.
A advogada dos pais da vítima, Ilda Esperança, considerou que se fez justiça. “Não traz de volta o filho aos pais, nem acaba com o seu sofrimento, mas alivia”, sublinhou. Já Pedro Alves, defensor do arguido, revelou que vai recorrer da decisão até às últimas instâncias. “O meu cliente afirma-se inocente e parece-me que é uma pena pesada. Há matérias que vão servir de base ao recurso, para já para a Relação, para afirmar a sua inocência”, referiu à Lusa.

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