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Trabalhadores do Lidl do Porto Alto contra cortes salariais definitivos

Há quem tema que o espaço esteja para fechar ou que haja despedimentos no horizonte. Sindicato realizou uma greve à porta do armazém.

Edição de 05.08.2020 | Sociedade

Os trabalhadores do entreposto de produtos não alimentares do Lidl, no Porto Alto, estão há dois meses a trabalhar menos oito horas por semana, com um corte de 150 euros no salário, situação que tem levantado preocupações e dúvidas face ao futuro. Boa parte dos 50 trabalhadores estão contra a decisão da empresa de reduzir os horários de trabalho e há quem se diga enganado. Mas também quem tema pelo futuro daqueles postos de trabalho, principalmente ocupados por pessoas do concelho de Benavente.
O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) denunciou a situação que terá sido anunciada como temporária e passado a definitiva: a redução de 40 para 32 horas semanais proposta pelo Lidl em Maio como única forma de evitar despedimentos. A medida é justificada pela empresa com a quebra na procura de bens não alimentares.
“Apesar das dificuldades criadas por tal redução salarial, perante a pressão e as ameaças de que se assim não fosse teria de haver despedimentos e nunca mais os trabalhadores seriam promovidos, a generalidade dos trabalhadores aceitou. Surpresa, o temporário afinal é definitivo”, lê-se num comunicado do CESP, que acabou por convocar uma greve para segunda-feira, 20 de Julho, a alertar para a situação.
O sindicato afirma que quando os trabalhadores estranharam a alteração do contrato de trabalho feita sem entrega de documento formal ao trabalhador, e quiseram a adenda feita no seu contrato individual de trabalho, “verificaram que todos tinham sido enganados porque a redução da carga horária é definitiva”.
Uma das trabalhadoras diz que o ambiente naquela unidade fabril é de apreensão face ao futuro, com gente a ganhar pouco mais de 650 euros de salário e havendo até casos em que os companheiros estão desempregados e aquele é o único ordenado a entrar em casa.

Lidl contesta e promete progressões
Questionado por O MIRANTE, o Lidl explica que os trabalhadores aceitaram a situação de forma individual e que a redução da carga horária foi logo colocada à partida como sendo definitiva. Acrescenta que a alteração ocorre simultaneamente e apenas com a subida do escalão de cada trabalhador, o que permitirá mitigar os impactos da redução horária.

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