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Vandalismo esteve na origem da retenção  de peixes junto ao açude de Abrantes

Município vai reforçar segurança com portões e gradeamentos para evitar que as pessoas entrem naquele espaço e o danifiquem.

Edição de 05.08.2020 | Sociedade

Vandalismo é dado como causa certa para o problema que nas últimas semanas impediu a passagem do peixe para montante do rio Tejo no açude insuflável de Abrantes. De acordo com João Gomes, vice-presidente da Câmara de Abrantes, técnicos do município acompanhados por elementos da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e dos guarda-rios presentes neste território, estiveram no local a 10 de Julho para identificar o problema. “Foi quando percebemos que o sistema automático que faz a regularização da pressão de caudal dentro da escada passa-peixe não estava a funcionar porque os cabos de alimentação tinham sido vandalizados”, refere o autarca, acrescentando que, de imediato, se procedeu à reposição manual das condições adequadas dentro da escada passa-peixe para permitir a passagem dos peixes. “No sábado verificámos que já estava a funcionar. Os serviços municipais estão a fazer um acompanhamento diário para manter as condições ideais para que os peixes possam subir. A maior parte deles já passaram e estão a chegar mais”, acrescenta João Gomes. O alerta foi dado por Arlindo Consolado Marques, a 8 de Julho, com a publicação de um vídeo na página de Facebook. De acordo com o ambientalista, alguma coisa não estaria bem pois, apesar das deficiências da escada passa-peixe, o peixe sempre conseguiu subir o rio. O ambientalista contactou a Câmara de Abrantes e denunciou o caso à Linha SOS Ambiente.
João Gomes adianta que embora haja um sistema de videovigilância instalado no local, o município vai reforçar as questões de segurança edificando portões e gradeamentos para evitar que as pessoas entrem naquele espaço e o vandalizem. “Há quem tenha interesse em que as coisas não funcionem bem para depois ali apanhar o peixe com maior facilidade”, lamenta o autarca destacando que se tem feito muito investimento naquele açude e gasto muito dinheiro público sobretudo devido a actos de vandalismo.
Recorde-se que a escada passa-peixe foi intervencionada nas últimas obras do açude, orçadas em 320 mil euros, para fazer face aos caudais diminutos que o rio apresenta com frequência e facilitar a passagem dos peixes. As obras foram feitas em 2018 e também resultaram de um acto de vandalismo praticado dois anos antes, aquando da intervenção na ponte rodoviária sobre o Tejo a cargo da Infraestruturas de Portugal que obrigou a desinsuflar o açude.

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