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Azambuja exige remoção das toneladas de amianto depositadas no aterro da vila
População de Azambuja tem contestado a forma como o aterro tem sido explorado

Azambuja exige remoção das toneladas de amianto depositadas no aterro da vila

Movimento de Oposição ao Aterro de Azambuja quer esses resíduos fora do aterro e fala em “ilegalidade” com riscos para a saúde pública.

Edição de 02.11.2020 | Sociedade

O Movimento de Oposição ao Aterro de Azambuja (MOAA), que se tem manifestado contra as consequências para a saúde pública que o aterro, situado a 300 metros de habitações, pode trazer, lançou uma petição pública a pedir a remoção do amianto depositado nesse local. Não se sabe ao certo, porque não há números do último ano, mas segundo o movimento já foram depositadas naquele aterro 1313 toneladas de resíduos com amianto que estão a ser misturadas com resíduos biodegradáveis, na mesma célula.
O documento refere que manter os resíduos com amianto, e todos os que tenham sido contaminados por contacto no aterro de Azambuja, pode “contaminar o furo de captação de água”, além de ser uma prática que viola a lei vigente. Por tudo isto, o MOAA solicita ao executivo municipal que peça, com carácter de urgência, à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo e à APA a retirada de todo o amianto e a sua transferência para outro local.

Aterro de Azambuja continua na lista da APA para receber amianto
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) reduziu em Agosto de 2020 o número de aterros autorizados a receber e tratar este tipo de materiais, para que não sejam depositados em células com resíduos biodegradáveis, dando cumprimento a uma norma legal de 2009 que só agora foi cumprida. Após esta revisão, o aterro de Azambuja, gerido pela empresa Triaza, assim como os três aterros situados no concelho da Chamusca são os únicos que continuam a figurar na lista como “operadores finais” para depósito e tratamento deste tipo de resíduos.
Numa nota à comunicação social, em Setembro último, a APA esclarece ainda que os “materiais de construção que contenham amianto e outros resíduos com amianto adequados, podem ser depositados em aterros para resíduos não perigosos, desde que não sejam depositados em células destinadas a resíduos não perigosos biodegradáveis”.
No mesmo documento a Agência do Ambiente alerta que a perigosidade do amianto deve-se ao possível efeito cancerígeno nos seres vivos devido à inalação, ingestão ou absorção dérmica das fibras ou pó, pelo que “a sua deposição em aterro deverá ser feita em condições que garantam o confinamento e não libertação das fibras de amianto”.
A empresa gestora do aterro tem sido alvo de forte contestação desde 2019, acusada pela população e pela Câmara de Azambuja de atentar contra a saúde pública e ambiental, devido às toneladas de resíduos que tem acumulado nos três anos que leva de funcionamento. A Triaza, tem referido sempre que cumpre com as normas estipuladas na sua licença de exploração, inclusive no que respeita à deposição de resíduos com amianto.

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