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Elvira Fortunato continua a somar distinções
Cientista foi premiada pela Comissão Europeia com o projecto "Invisible"

Elvira Fortunato continua a somar distinções

Cientista com raízes em Alcanena premiada pela Comissão Europeia por primeiro ecrã transparente.

Edição de 02.11.2020 | Sociedade

A engenheira de materiais e investigadora Elvira Fortunato, com raízes na Louriceira, concelho de Alcanena, “mãe” do transístor de papel, foi distinguida no dia 23 de Setembro, pela Comissão Europeia com o Prémio Impacto Horizonte 2020, pela criação do primeiro ecrã transparente com materiais ecossustentáveis.
O prémio, no valor de 10 mil euros, distingue projectos científicos financiados por fundos europeus e cujos “resultados tiveram impacto na sociedade”, disse à Lusa a investigadora, que dirige o Cenimat - Centro de Investigação de Materiais, da Universidade Nova de Lisboa, da qual é vice-reitora.
Elvira Fortunato foi a única portuguesa premiada, entre outros cientistas distinguidos de uma lista de 10 finalistas. O anúncio dos cinco vencedores da edição deste ano do Prémio Impacto Horizonte, a segunda desde 2019, foi feito em Bruxelas, Bélgica.
O projecto “Invisible” (Invisível), com o qual a investigadora portuguesa foi premiada, consistiu no desenvolvimento do primeiro ecrã transparente a partir de um material semicondutor de baixo custo, não degradável e que produz melhores resultados, o óxido de zinco, que entra na composição de pomadas para bebés ou protectores solares.
A tecnologia, patenteada pela directora do Cenimat e pela “gigante” electrónica Samsung, é aplicável a telemóveis, televisores, computadores ou ‘tablets’, permitindo obter imagens de maior resolução.

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