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Mais 30 quilos de correspondência  transviada encontrados em Abrantes
Carteiros dizem que os CTT contratam pessoas sem qualidade profissional

Mais 30 quilos de correspondência  transviada encontrados em Abrantes

Este é o segundo caso de cartas encontradas nesse concelho que não chegaram aos destinatários.

Edição de 02.11.2020 | Sociedade


Há cerca de duas semanas foram encontrados cerca de 30 quilos de correspondência dentro de um saco, na zona do Parque Urbano de São Lourenço, em Abrantes. A Polícia de Segurança Pública (PSP) confirmou a situação a O MIRANTE. Esta é a segunda situação denunciada no espaço de um mês.
Os CTT já solicitaram ao tribunal, que está em posse dessa correspondência, para ter acesso à mesma no sentido de avaliar qual o operador responsável pela distribuição. “Importa lembrar que existe mais do que um operador no mercado, que está liberalizado e aberto à concorrência”, referem os Correios, acrescentando que outros esclarecimentos devem ser solicitados às autoridades competentes.
Em Agosto, uma família que andava a passear encontrou centenas de cartas espalhadas num terreno ermo em Abrançalha de Baixo, nos arredores de Abrantes. Entre a correspondência transviada estavam facturas para pagar e cheques de pensões. Os destinatários eram sobretudo das freguesias de Montalvo e Constância.
Desta vez a situação não foi tornada pública mas O MIRANTE sabe que é recorrente aparecerem sacos com correspondência abandonados em locais ermos. Um profissional, que não se quis identificar, por haver indicações para não o fazer, explicou que os Correios prometeram mais carteiros para o concelho de Abrantes. O problema é que são contratadas pessoas sem qualidade profissional e que não entendem a importância das suas funções. “Algumas pessoas são contratadas mas não percebem a importância do seu trabalho. Quem os contrata tem que perceber o tipo de pessoas que está a contratar porque isso coloca em causa o serviço da empresa e o trabalho de todos os carteiros, que fazem bem o seu trabalho”, lamenta.
Este profissional diz que os responsáveis e administradores da empresa têm conhecimento destas situações, mas não fazem nada, limitando-se a despedir os carteiros que deitam foram a correspondência e tentam abafar as situações para não se tornarem públicas. E com isto são milhares de clientes que não recebem contas para pagar, encomendas ou reformas para levantar, entre outra correspondência. “Este é um trabalho de muita responsabilidade, não pode ser feito por qualquer um, e quem manda nesta empresa não se preocupa com isso”, critica o carteiro que falou com O MIRANTE.
A situação ocorrida em Agosto deste ano foi denunciada por Elisabete Ribeiro que publicou um vídeo nas redes sociais onde mostrava centenas de cartas transviadas, nomeadamente facturas para pagar e cheques de pensões. Elisabete Ribeiro chamou a PSP, que esteve no local e recolheu os sacos e as cartas. “Fomos dar um passeio junto à zona das quatro estradas, como é conhecido aquele local, quando encontrámos as cartas. Umas ainda estavam atadas em maço e outras espalhadas pelo chão. Algumas cartas tinham a data do mês de Maio”, recordou Elisabete Ribeiro a O MIRANTE.

Mais 30 quilos de correspondência  transviada encontrados em Abrantes

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