
Solvay da Póvoa passa para mãos portuguesas que prometem manter empregos
Joint venture das portuguesas Algae 4 Future e Green Aqua, que já têm no local uma plataforma de produção de microalgas, comprou os activos de produção de água oxigenada da vizinha Solvay.
A empresa química belga Solvay anunciou no dia 28 de Setembro ter vendido a Solvay Portugal – Produtos Químicos, situada na Póvoa de Santa Iria, à Algora Sustainable Investments SGPS, uma joint venture criada pelas portuguesas Algae 4 Future (A4F) e Green Aqua.
A Green Aqua e a A4F, recorde-se, já exploram desde 2017 um parque de produção de microalgas nas antigas salinas da Póvoa de Santa Iria, mesmo ao lado da Solvay, que também foi parceira nesse investimento co-financiado por fundos comunitários.
Em comunicado é assegurado pela Algora que os actuais postos de trabalho da Solvay da Póvoa de Santa Iria serão mantidos e foi deixado o compromisso de vir a contratar, até ao final deste ano, 30 novos colaboradores e reforçar esse número em 2021.
O valor do negócio não foi revelado e este não inclui a Solvay Business Services, também sediada em Portugal. Integradas no negócio, já se sabe, estão as instalações industriais, utilidades locais, a unidade de clorato de sódio e a mina de sal localizada em Torres Vedras.
“A Solvay manterá e centrará o seu foco na unidade de produção local de peróxido de hidrogénio, continuando a apoiar a altamente exigente indústria de pasta de papel”, referem as empresas em comunicado. A Algora considera a transação uma “oportunidade relevante” que irá permitir impulsionar o desenvolvimento das suas operações industriais.
O responsável da Algora diz que tem “grandes planos para a Póvoa” e avança com um projecto já com financiamento aprovado de produção biológica de combustível para o sector da aviação, garantindo que a compra da Solvay representa um impacto positivo no emprego local, quer pela manutenção dos actuais postos de trabalho quer pela criação de novas vagas.
