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Vereador diz que sessão de apresentação do PDM de Tomar foi um desastre

José Delgado afirma que houve lapsos muito grandes e inadmissíveis

Edição de 02.11.2020 | Política

O vereador da Câmara de Tomar José Delgado (PSD) disse que a sessão de apresentação do Plano Director Municipal (PDM) de Tomar, realizada a semana passada, foi um desastre. “A equipa técnica quase brincou connosco. Houve lapsos muito grandes e inadmissíveis numa equipa que está a elaborar o plano há vários anos. Esperava-se muito mais. Esperava uma sessão esclarecedora e não uma aula teórica sobre ordenamento do território”, criticou.
Engenheiro civil de profissão, José Delgado afirmou que os técnicos não falaram sobre as maisvalias e o que é importante para o concelho. “Saímos dali sem esclarecimentos e ainda por cima ficámos irritados. Eu pelo menos fiquei”, disse. A sessão contou com cerca de meia centena de participantes onde também esteve presente a presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, Teresa Almeida.
O autarca sublinhou que na parte da tarde houve alguma contenção por parte dos técnicos de “algumas asneiras” que disseram de manhã. A presidente da Câmara de Tomar, Anabela Freitas (PS), esclareceu que as sessões se destinaram aos eleitos e tudo teve que obedecer a uma linha estratégica. “As questões relacionadas com os locais onde se pode ou não intervir é que são para os privados. Vão realizar-se essas sessões. Esta primeira sessão foi para os autarcas”, afirmou.
A presidente recordou que a proposta de PDM apresentada está fechada desde 2016, pelo que não pode reflectir os investimentos que foram feitos após esse ano. “O que vai para discussão pública era a realidade em 2016. O anterior PDM era mais penalizador naquilo que é o desenvolvimento do concelho”, acrescentou.
O vice-presidente Hugo Cristóvão defende que o PDM nunca agrada a todos. O autarca socialista alertou que, durante anos, se passou a ideia “errada” de que resolvendo-se o PDM se podia construir em qualquer lado. Além disso, o documento esteve parado desde 2016 e desde essa altura o município tem defendido tudo o que as diversas entidades apontaram. “Apesar de tudo o PDM vai permitir resolver muitas questões que estavam à espera há anos”, disse.
Recorde-se que, em sessão camarária de Agosto deste ano, Hugo Cristóvão afirmou que o PDM não era o que pretendiam apresentar porque estava prevista uma redução “bastante significativa” da área urbanizável do concelho.

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