
Acampamento cigano perto das Caneiras foi desmantelado mas o lixo ficou
Autoridades mandaram abaixo um acampamento de uma comunidade cigana perto das Caneiras, arredores de Santarém, mas deixaram o trabalho a meio. Os destroços das barracas ainda não foram recolhidos e os moradores da aldeia queixam-se de terem de viver com aquele cenário à porta de casa.
Um acampamento desmantelado de uma comunidade cigana instalado por baixo da ponte Salgueiro Maia, perto da aldeia piscatória das Caneiras, arredores de Santarém, tem sido motivo de queixa por parte dos moradores e agricultores com terras nas proximidades. A Guarda Nacional Republicana (GNR) mandou as barracas abaixo há mais de meio ano, mas o trabalho ficou a meio, uma vez que os destroços ainda estão por recolher.
O MIRANTE foi ao local falar com alguns dos habitantes que lamentam ter de viver com aquele cenário perto das suas casas. Sublinham, no entanto, que o levantamento do acampamento foi uma medida aplaudida na comunidade local, uma vez que os cavalos das famílias, por várias vezes, eram apanhados a comer as culturas dos agricultores.
No acampamento das Caneiras viviam três famílias que, anteriormente, estavam na antiga zona da carreira de tiro, em S. Domingos. Recorde-se que, recentemente, as famílias regressaram à mesma zona, tendo já sido notificadas pela Câmara de Santarém a levantarem as tendas por não terem licença para o efeito nem tal ser permitido no local. Isto apesar do terreno ter sido comprado por elementos dessa comunidade, segundo revelou o presidente da autarquia, Ricardo Gonçalves, na última sessão da assembleia municipal.
Os acampamentos das comunidades ciganas em Santarém são, desde há muito, um problema por resolver. A autarquia tem fundamentado as decisões de mandar levantar os acampamentos com a impossibilidade de os licenciar devido à inexistência de condições de habitabilidade resultantes da falta de infraestruturas básicas como água e saneamento.
