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João Paulino confessa roubo de armas em Tancos
Dezenas de jornalistas têm marcado presença diariamente no Tribunal de Santarém onde está a ser julgado o caso de Tancos

João Paulino confessa roubo de armas em Tancos

Aparato e organização especial no Tribunal de Santarém por causa do caso Tancos.

Edição de 02.12.2020 | Sociedade

O Tribunal de Santarém teve que alterar a disposição da sala de audiências para receber 23 arguidos e outros tantos advogados, por causa do julgamento do caso do roubo das armas de Tancos. É o julgamento de maior aparato em Santarém e foi necessária uma organização especial.

O Tribunal de Santarém teve que fazer uma pequena revolução organizativa e nas instalações para o julgamento do caso do roubo das armas de Tancos, o mais mediático e exigente de que há conhecimento. A Comarca de Santarém, que gere todos os tribunais do distrito, teve que preparar-se com alguma antecedência para receber dezenas de jornalistas e sobretudo para criar condições para a presença de 23 arguidos e outros tantos advogados. Na segunda-feira, 2 de Novembro, assistiu-se, em frente ao tribunal, ao maior aparato de fotógrafos, operadores de câmara e jornalistas já visto na zona.
À porta do palácio da justiça havia mais de uma dezena de polícias, grades a delimitar o espaço e uma entrada específica para os intervenientes. Houve jornalistas de Lisboa que chegaram à porta do tribunal às 06h30 para serem os primeiros e garantirem lugar na sala de audiências para assistir à sessão, já que o número de lugares é limitado a sete jornalistas e cinco do público, sendo que ainda há no átrio, à entrada da sala, outros dez lugares, dos quais metade são para jornalistas. Foram destacados funcionários só para controlarem a entrada no espaço.
Nas bancadas dos advogados, juízes e funcionários judiciais os lugares foram divididos com acrílicos. Os bancos dos arguidos foram substituídos por cadeiras distanciadas umas das outras. Foi ainda requisitada uma sala junto à assembleia municipal, onde se pode assistir à sessão por um ecrã. Pela primeira vez neste tribunal há um ecrã na sala de audiências para mostrar documentos, indícios e provas com as quais os arguidos são confrontados.

Presidente da República testemunha por escrito
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai depor por escrito como testemunha no processo sobre o furto de armas de Tancos. O seu depoimento será tornado público. O Presidente da República reiterou a mensagem de que se deve “apurar tudo de alto abaixo, doa a quem doer” neste processo.

João Paulino confessa assalto aos paióis
O arguido João Paulino contou em tribunal na terça-feira, 3 de Novembro, com muitos pormenores, a forma como ele e mais dois arguidos assaltaram dois paióis de Tancos, a 28 de Junho de 2017, referindo desconhecer que material de guerra continham. Referiu que participaram no assalto os arguidos João Pais e Hugo Santos, tendo ilibado a participação de Valter Santos, que chegou a confessar o crime no primeiro interrogatório.
O processo de Tancos tem também como arguido o ex-ministro da Defesa, Azeredo Lopes, o diretor nacional da Polícia Judiciária Militar, Luís Vieira e o ex-porta-voz desta polícia, Vasco Brazão, que respondem por crimes de terrorismo, associação criminosa, denegação de justiça e prevaricação, tráfico de influência, abuso de poder, entre outros.

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