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Morreu o Pita do táxi  do Forte da Casa
Gabriel Pita

Morreu o Pita do táxi  do Forte da Casa

Edição de 02.12.2020 | Sociedade


Faleceu na noite de segunda-feira, 2 de Novembro, Gabriel Pita, taxista da Auto Bigodes que era um rosto conhecido da comunidade e o taxista mais antigo ao serviço no Forte da Casa. Morreu vítima de doença oncológica e tinha 76 anos. Era um homem calmo e já calejado de décadas ao volante: só na Auto Bigodes prestava serviço há mais de 30 anos. E brincava dizendo que ainda “dava baile” a muitos condutores novatos que andam pelas estradas.
Nasceu no Funchal, Madeira, sendo desde criança um apaixonado por automóveis. Aos 13 anos arranjou o seu primeiro emprego numa oficina a aprender a ser mecânico. Ainda serviu no Exército em Angola, na guerra do Ultramar, entre 1965 e 1968. No regresso trabalhou, sempre como motorista, nas obras de ampliação do aeroporto do Porto Santo e na terraplanagem da refinaria de Sines da Petrogal. Tomou contacto com o concelho de Vila Franca de Xira enquanto motorista de camiões, ao transportar barro da Cruz do Campo para a antiga cerâmica da Póvoa de Santa Iria.
Foi já no Forte da Casa que decidiu voltar a ser taxista e candidatou-se, pouco depois do 25 de Abril, ao concurso de emissão de novas licenças. Ganhou uma e lançou-se ao trabalho num Morris Marina. Nunca foi assaltado ou ameaçado mas um dia, quando prestava serviço em Lisboa, chegou a transportar um ministro das Finanças. “Pedi-lhe que apagasse o charuto antes de entrar no carro”, recordava.

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