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Funcionamento de restaurante e bar no centro de Alverca divide moradores 
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Funcionamento de restaurante e bar no centro de Alverca divide moradores 

Há quem se queixe de ajuntamentos e ruído causados pelos clientes no exterior do espaço. Proprietário garante cumprimento da lei e mostra-se disponível para colaborar. PSP confirma levantamento de seis autos.

Edição de 02.12.2020 | Sociedade


O funcionamento de um restaurante bar no centro de Alverca, num espaço pertencente à junta de freguesia na Rua Joaquim Sabino Faria, tem dividido opiniões no centro da cidade. A situação já dura há vários anos, ainda antes da actual gerência ter tomado conta do espaço, mas ganhou nova dimensão nas últimas semanas devido às restrições causadas pela pandemia.
Na rua há quem diga não se sentir incomodado e seja indiferente à situação, mas há também vários reportes de alegados incumprimentos por parte de clientes que se aglomeram à porta, já depois de sair do estabelecimento, consumindo bebidas alcoólicas e não respeitando as distâncias de segurança. O ruído das conversas até de madrugada também fazia parte do rol de queixas, mas entretanto o problema acabou com a obrigação imposta pelo Estado de encerramento de todos os estabelecimentos até às 22h30.
A PSP explica a O MIRANTE que recebeu algumas reclamações e denúncias relativamente ao funcionamento do espaço e garante que está atenta à situação, tendo já reforçado o patrulhamento no local e promovido várias operações de fiscalização. “Dessas operações resultaram, até ao momento, o levantamento de seis autos de contraordenação devido ao seu funcionamento fora do horário do estabelecimento ou da esplanada, mas também pelo fornecimento de bebidas alcoólicas sem ser no âmbito da refeição”, explica a Polícia.
As autoridades notam, no entanto, que as aglomerações de clientes no exterior são esporádicas e que quando os agentes chegam ao local os clientes “dispersam de imediato ou acatam as ordens” da polícia com serenidade.
O MIRANTE visitou o estabelecimento e encontrou toda a gente a cumprir as regras e sem aglomerações no exterior. Filipe Cunha, um dos sócios-gerentes do espaço, explica que o estabelecimento tem legalização para café, bar e restaurante. Está ao comando do espaço desde o início de 2019 e garante ter tudo a funcionar dentro da legalidade. Prova disso, afirma, é que mantém as portas abertas mesmo depois de várias fiscalizações. “Não somos só um bar como provavelmente algumas pessoas pensam, somos também restaurante e estamos legalizados como tal, temos cozinha que serve refeições e trabalhamos com a Uber Eats enviando comida para fora”, explica.
O responsável diz-se disponível para colaborar com todos os moradores queixosos. “Compreendo que por causa das limitações tenhamos de receber menos pessoas no interior e por isso fique mais gente na rua, o que pode gerar algum ruído, mas temos de perceber que estamos no centro de uma cidade onde é importante que haja comércio, negócio e emprego”, refere. O empresário garante que, por norma, é solicitado aos clientes que, quando saem do espaço, reservem silêncio e respeitem as indicações das entidades de saúde.

Junta confia nas autoridades
A Junta de Freguesia de Alverca arrecada todos os meses cerca de mil euros resultantes da concessão daquele espaço. Ouvido por O MIRANTE, o presidente Carlos Gonçalves diz ter confiança na actuação das forças de segurança. “O espaço tem funcionado de acordo com as normas vigentes ou já estaria fechado”, assegura, dizendo estar a fazer um compasso de espera para perceber como a situação vai evoluir. “Já contactei os proprietários e já lá passei à noite, mas nunca vi nada que indiciasse um comportamento fora do normal, embora o espaço albergue muitos jovens”, explica.
Mais preocupante, diz, é o facto de funcionar nas proximidades uma loja automática aberta 24 horas por dia que serve comidas e bebidas. “Já nos chegou ao conhecimento que aí têm existido problemas, ajuntamentos e ruído, até carros com portas abertas e som alto a altas horas da madrugada. Também dessa máquina já recebemos queixas de moradores e pedimos à PSP maior atenção”, conclui.

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