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Utentes e autarcas reclamam  mais médicos de família para Azambuja 
Situação nos centros de saúde de Azambuja é cada vez pior com uma crónica falta de médicos

Utentes e autarcas reclamam  mais médicos de família para Azambuja 

Abaixo-assinado a exigir mais médicos de família reuniu 370 assinaturas e já seguiu para o Ministério da Saúde. No concelho há seis mil utentes sem médico, uma situação que continua a preocupar os autarcas locais.

Edição de 04.01.2021 | Sociedade


O abaixo-assinado a exigir que todos os utentes do concelho de Azambuja tenham médico de família juntou 370 assinaturas. O documento, iniciativa da Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Concelho de Azambuja, já foi enviado ao Governo e Ministério da Saúde para lembrar uma situação que “não pode continuar a ser ignorada”.
“Existem 19.400 utentes inscritos na área do Centro de Saúde de Azambuja e, destes, 6.000 não possuem médico de família”, referem os signatários, vincando que a população idosa do concelho é vasta, em particular nas freguesias a norte, as mais afectadas pela falta de profissionais de saúde.
Os subscritores sublinham ainda que a defesa do Serviço Nacional de Saúde por parte do Governo tem de ser, obrigatoriamente, “acompanhada de medidas concretas ao nível de mais recursos humanos e materiais”.

Autarcas alertam para a falta de organização
A situação é dramática e há muito que gera preocupação entre os autarcas locais que a voltaram a debater na reunião camarária de 15 de Dezembro. Um dos casos mais graves é agora o da extensão de saúde de Aveiras de Cima que recentemente passou a albergar também os utentes de Aveiras de Baixo e Virtudes que ficaram sem médico e com a extensão desactivada.
Segundo a vereadora com o pelouro da saúde, Sílvia Vítor, dos 5.721 utentes inscritos em Aveiras de Cima, 1.915 não têm médico de família. “É uma situação temporária porque contamos a qualquer momento ter um reforço de médicos de forma a permitir que se volte a reactivar a extensão de Aveiras de Baixo”, afirmou em resposta ao vereador do PSD, Rui Corça.
O vereador questionou também o executivo socialista sobre a possibilidade de os utentes das Virtudes serem atendidos na unidade de saúde de Azambuja, por ser menor a distância. Em resposta, Sílvia Vítor referiu que vai expor a situação ao Agrupamento de Centros de Saúde do Estuário do Tejo.
Recorde-se que é intenção do município converter a antiga escola primária de Aveiras de Baixo num gabinete médico para servir os utentes daquela freguesia, desactivando em permanência o pólo de saúde instalado na Casa do Povo.

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