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O ataque às corridas de touros vai afectar a economia a cultura e a biodiversidade


Nas touradas, como protecção contra a pandemia, foram aplicadas restrições a cavaleiros e forcados, como as entradas e saídas destes da trincheira, apesar de todos terem sido previamente testados. Entretanto está na agenda a proibição aos jovens de assistirem às corridas, não para benefício destes mas para prejuízo da Festa, e mais restrições televisivas que podem chegar ao seu cancelamento.
A pandemia causou a enorme crise económica em curso, mas o ataque às corridas, completamente inoportuno na situação de calamidade em que o país vive, veio sobrepor outra crise económica a todos os que trabalham nesta actividade, e esta segunda crise já não é de causa natural mas tem causa humana. Se não houver o recuo do Governo para correcção duma situação que ainda se pode vir a extremar, o recurso das vítimas à justiça contra o Estado é uma possibilidade.
Nas praças de menor capacidade já não foi possível em 2020 realizar corridas de touros. Reduzindo o número de espectáculos, entraram em crise os ganaderos (criadores de touros de lide), que não podem enviar para lide os touros depois dos cinco anos de idade e que só têm a alternativa de os vender pela carne, os criadores de cavalos de toureio, os cavaleiros profissionais, os proprietários e empresários das praças, os veterinários, maiorais e transportadores, e muitas outras classes profissionais que movimentam a economia desta actividade. Para os cerca de mil jovens forcados não se coloca o problema económico porque são amadores, mas o seu inconcebível desaparecimento tornará o país culturalmente mais pobre.
Não acabam aqui as consequências dos prejuízos causados pela agressão à tauromaquia: a sobrevivência da raça única que é o touro bravo está em causa, pelo menos em Portugal. No limite pode acontecer que o touro só subsista se os criadores forem subsidiados ou se alguns exemplares vierem a ser recolhidos no Jardim Zoológico!
Os defensores internacionais da biodiversidade terão uma palavra a dizer sobre este desastre ecológico, desde que tenham conhecimento da singularidade que é o touro bravo e do problema criado pelo Governo em Portugal.
António A. P. Vacas de Carvalho

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