
Santarém quer comemorações nacionais dos 50 anos do 25 de Abril
Intenção já foi manifestada à Presidência da República, a quem foi pedido o alto patrocínio das celebrações. Concurso para projecto do Museu de Abril e dos Valores Universais deve ser lançado em Maio.
A Câmara de Santarém quer que as comemorações nacionais dos 50 anos do 25 de Abril, em 2024, sejam realizadas na cidade de onde saiu a coluna de Salgueiro Maia para ajudar a derrubar o antigo regime. A intenção já não é nova mas foi reforçada pelo presidente do município, Ricardo Gonçalves (PSD), durante as celebrações deste ano da Revolução dos Cravos, no Jardim dos Cravos, junto à estátua de Salgueiro Maia.
O autarca disse que escreveu ao Presidente da República pedindo o alto patrocínio das comemorações do cinquentenário da revolução em Santarém, numa altura em que já espera ter concretizado o Museu de Abril e dos Valores Universais (MAVU), inspirado na Revolução dos Cravos e que vai ser instalado no antigo quartel da Escola Prática de Cavalaria.
O concurso público para elaboração do projecto do MAVU deve ser lançado em Maio, em consonância com a Ordem dos Arquitectos e a Direcção-Geral do Património Cultural, tendo Ricardo Gonçalves criticado no seu discurso as vozes que nunca acreditaram no projecto e outros que esperam que nunca se concretize.
“Santarém quer celebrar com relevo os 50 anos do 25 de Abril e ser a sede das comemorações nacionais com uma programação especialmente criada para o efeito”, disse o autarca perante cerca de meia centena de pessoas que assistiram à cerimónia, que foi antecedida por chuva intensa e trovoada.
Durante a sessão, que durou cerca de meia hora, discursaram ainda o coronel Santos Silva, da Associação Salgueiro Maia, João Madeira Lopes, da associação para as comemorações do 25 de Abril, o coronel Garcia Correia, da Associação 25 de Abril, e Joaquim Neto, presidente da Assembleia Municipal de Santarém. Presentes estiveram também Natércia Maia, viúva de Salgueiro Maia, e a neta Daniela, o presidente da União de Freguesias de Santarém, Carlos Marçal, e ainda outros autarcas de vários quadrantes políticos. Como habitualmente, foram depositadas flores junto à estátua de Salgueiro Maia e no final cantou-se o “Grândola Vila Morena”.
