
Zumbido e Covid-19
Quem teve Covid-19 e tem zumbido, perda auditiva ou outras dificuldades audiovestibulares deve consultar o Otorrinolaringologista.
A pandemia Covid -19 veio alterar o nosso modo de vida. O número de pessoas com queixas de zumbido aumentou: as que já o sentiam antes referem a agudização e as que o tinham esporadicamente viram o zumbido tornar-se mais frequente.
O zumbido não é uma doença, mas sim um sintoma e define-se como a perceção de um som, na ausência de estímulo externo. Estes sons são frequentemente descritos como campainhas, apitos, chuva, etc, e podem ser constantes ou periódicos.
Existem vários fatores associados ao aparecimento do zumbido como a idade, perda auditiva, alguns medicamentos, exposição a sons intensos, otosclerose, surdez súbita, doença de Ménière, entre outras. Existem vírus conhecidos por afetar o sistema auditivo tendo-se questionado o impacto do SARS CoV2.
Percebeu-se que o zumbido pode estar associado a queixas de ansiedade, depressão, stress, problemas relacionados com o sono que, por sua vez, remetem para uma maior dificuldade para exercer as atividades diárias e dificuldade de concentração.
Embora a taxa de prevalência encontrada nos estudos efetuados ainda não seja clara, varia de 0,4 a 23%, e um número significativo de pessoas iniciou zumbido após Covid-19. Dada a ligação do zumbido ao estado emocional, é natural que existam mais queixas de zumbido sendo necessário dar às pessoas informação e estratégias.
As pessoas que tiveram Covid-19 e têm zumbido, perda auditiva ou outras dificuldades audiovestibulares devem procurar resolução destes sintomas junto do seu Otorrinolaringologista e do seu Audiologista.
