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Pedido de demissão do vice-reitor do Santuário de Fátima foi bem recebido 

Vítor Coutinho pediu para ser dispensado das obrigações do estado clerical e do celibato. O MIRANTE regista vários testemunhos que confirmam o mau relacionamento e antipatia contra o vice-reitor.

A saída do vice-reitor do Santuário de Fátima, Vítor Coutinho, a pedido do próprio, não foi tão pacífica como se fez crer na opinião pública. Fontes de dentro do Santuário de Fátima contam a O MIRANTE que o vice-reitor não era muito acarinhado nem gerava consensos entre os funcionários. Vítor Coutinho ocupava o cargo de vice-reitor do Santuário de Fátima desde 2014 e foi o responsável pela organização das comemorações do Centenário das Aparições em 2017.

Com a sua chegada retirou pessoas importantes na cadeia hierárquica do Santuário de Fátima e quase duplicou o número de funcionários, o que agravou a situação financeira do Santuário. Em 2020 houve 24 demissões de trabalhadores, que decorreram ao longo do ano, que o Santuário justificou com motivos de reforma, não renovações de contrato de trabalho a termo e outros por iniciativa do trabalhador. Existem funcionários do Santuário de Fátima, que preferem não dar a cara por medo de represálias, que afirmam que Vítor Coutinho era uma pessoa de difícil acesso e pouco sorridente. Ninguém assume nem tem a certeza que o ex-vice-reitor tenha deixado a vida eclesiástica para constituir família mas correm rumores nesse sentido.
O MIRANTE contactou Vítor Coutinho que referiu que a sua saída da vida religiosa se tratou de uma decisão pessoal e nega qualquer divergência interna no Santuário de Fátima acrescentando ser uma decisão do foro pessoal.

Vítor Coutinho foi dispensado das “obrigações do estado clerical e do celibato” por António Marto, bispo da Diocese de Leiria-Fátima. O ex-padre Vítor apresentou o pedido “por meio de carta dirigida ao Romano Pontífice, com a data de 16 de Março do ano corrente”. No decreto assinado por D. António Marto, o bispo aceita a “dispensa das obrigações do estado clerical e do celibato”. Desta forma, Vítor Coutinho deixa de ser tratado por padre e, entre outras dispensas, deixa de estar obrigado ao celibato.

Vítor Coutinho, de 55 anos, foi ordenado em 1991 e era presbítero da Diocese de Leiria-Fátima. Coordenador da comissão responsável pela celebração do Centenário das Aparições de Fátima, de 2010 a 2017, na visita do Papa Francisco a Fátima, em Maio de 2017, foi o director de comunicação do evento. Em Junho de 2020, Vítor Coutinho, por sua vontade, deixou de ser chefe do gabinete episcopal. Em Janeiro deste ano “foi dispensado, a seu pedido, dos serviços no Santuário de Fátima e na Fundação Francisco e Jacinta Marto”, sendo-lhe concedido um tempo sabático.

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