uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
31 anos do jornal o Mirante
Chamusca pode perder financiamento de milhões para obras
Ficou deserto o concurso público para a requalificação total do edificado da Escola Básica 2,3/S da Chamusca que prevê um investimento de quase cinco milhões de euros

Chamusca pode perder financiamento de milhões para obras

Se os concursos públicos para as grandes empreitadas previstas no orçamento municipal continuarem a ficar desertos o município da Chamusca arrisca-se a perder vários milhões de euros de financiamento comunitário e põe em causa o desenvolvimento do concelho.

As grandes obras previstas pela Câmara da Chamusca para 2021 e 2022 correm o risco de perder financiamento do quadro comunitário de apoio Portugal 2020, que está a terminar, caso os concursos públicos continuem a ficar desertos. Com o tempo a passar, os prazos de execução para as empreitadas estão mais curtos, o que pode inviabilizar os apoios. As intervenções em causa são a requalificação urbana da vila, a reabilitação da Escola Básica e Secundária e os projectos de Mobilidade Urbana e Sustentável.

A questão foi levantada pela vereadora da CDU, Gisela Matias, na última reunião de câmara, que se realizou a 15 de Junho. “Corremos o risco de nenhuma obra ser realizada dentro do tempo previsto e, por isso, perder-se o financiamento?”, questionou.
Paulo Queimado, presidente da autarquia, respondeu que essa é uma realidade que não pode ser colocada de parte porque os valores de referência para as empreitadas estão a “aumentar a um ritmo infernal” e as empresas querem que os preços sejam revistos em alta. “Os empreiteiros estão a subir os preços e os materiais estão muito mais caros. Estamos a rever os valores para tentar captar o interesse das empresas”, disse.

O plano para a regeneração urbana não tem corrido bem desde início, em Setembro de 2020. Depois de aprovado o projecto, em reunião de câmara, os primeiros quatro concursos públicos ficaram desertos, obrigando a autarquia a reformular o projecto para permitir a realização das obras por fases recorrendo a procedimentos por ajuste directo. Mesmo assim, as empresas construtoras não se mostraram interessadas em fazer as obras.
O executivo decidiu abrir novos concursos públicos, com valores revistos em alta, que voltaram a não ser apelativos para as empresas. As intervenções de requalificação representam um investimento de cerca de 2,7 milhões de euros, sendo que cerca de metade é financiada por fundos europeus.

Em relação à requalificação da escola sede, que prevê a reabilitação total do edificado existente, continuam a não existir empresas interessadas nas propostas apresentadas pelo executivo. O concurso, lançado em Abril deste ano, ficou deserto e teve como preço base cerca de 4,7 milhões de euros, com IVA incluído.

O Ministério da Educação e o município da Chamusca comparticipam com uma verba na ordem do milhão de euros, e o restante valor é financiado por fundos comunitários no âmbito do Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo.

O município também quer construir várias bolsas de estacionamento, sobretudo junto ao mercado municipal e na Rua Anselmo de Andrade, conhecida como Rua da Formiga, com o objectivo de facilitar a mobilidade urbana. O projecto, que também prevê a criação de estações de carregamento rápido para viaturas eléctricas e estações para bicicletas eléctricas, insere-se no programa de Mobilidade Urbana Sustentável e implica um investimento de mais de 1,5 milhões de euros.

Chamusca pode perder financiamento de milhões para obras

Mais Notícias

    A carregar...

    Capas

    Assine O MIRANTE e receba o Jornal em casa
    Clique para fazer o pedido