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Criação de Museu do Sal e Centro Interpretativo para atrair mais turistas às salinas de Rio Maior
José António Lopes e José Ricardo Lopes são os mentores do projecto para criação de um Museu do Sal e Centro Interpretativo em Rio Maior

Criação de Museu do Sal e Centro Interpretativo para atrair mais turistas às salinas de Rio Maior

Marca Salarium foi criada há cerca de cinco anos e tem sido um sucesso. Segunda edição do Fórum Salinas debateu a importância do turismo.

O projecto para a criação de um Museu do Sal e Centro Interpretativo continua a ser um objectivo para atrair mais turistas às salinas de Rio Maior. A família de José António Lopes, José Ricardo Lopes, Marisa Lopes e Milena Lopes criou a marca Salarium há cerca de cinco anos para avançar com o projecto, que tem estado parado devido à pandemia.

Na manhã de quinta-feira, 8 de Julho, realizou-se, no restaurante Salarium, a segunda edição do Fórum Salinas, intitulado “Sal e Turismo: Património das Salinas de Rio Maior”. José António Lopes afirmou que há vários privados interessados em investir num futuro próximo num local único no concelho e na região.

“Queremos um turismo de qualidade média-alta para as salinas. É importante perceber que o turismo de massas não é positivo para as salinas porque trazem poluição e isso prejudica o sal. A produção de sal não contempla muitas pessoas à sua volta. Vamos fazer tudo para conciliar o turismo com a defesa do sal”, referiu o empresário, acrescentando que o município tem que apostar na reabilitação e desenvolvimento das salinas.

O presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo/Ribatejo defende que o turismo é sempre uma ameaça por ser uma invasão exterior. Vítor Silva sublinhou a importância de se criar alojamento para os turistas poderem dormir e conhecer melhor o que Rio Maior tem de melhor. “Há cada vez mais a preocupação de que a construção de alojamentos deve estar relacionada e interligada com a envolvente que a rodeia”, justificou.

O antigo candidato à Câmara de Rio Maior, ex-árbitro e actual comentador desportivo, António Rola, considera que as salinas são o ex-líbris do concelho e o futuro. Para o responsável, as salinas de Rio Maior são um local único do país que deve ser aproveitado. “Se os turistas vão a Fátima, a Óbidos, Nazaré e Alcobaça porque é que não vêm a Rio Maior? Temos que criar condições para que isso aconteça”, realça.

O vereador com o pelouro do Turismo na Câmara de Rio Maior, Miguel Santos, explicou que o município tem feito um investimento muito grande no sector nos últimos anos. O autarca destacou os cerca de 300 quilómetros de percursos pedestres e de BTT criados nos últimos dois anos por todo o concelho. Miguel Santos referiu ainda que o Plano de Pormenor das salinas está em fase final.

O director-geral da Nersant – Associação Empresarial da Região de Santarém defende que no turismo é fundamental existirem recursos humanos com formação. António Campos diz que com a pandemia vamos começar por ter um turismo de proximidade, com os portugueses a quererem conhecer o seu país. Em breve, reitera, os turistas estrangeiros vão regressar e há que aproveitar as oportunidades para levar esses turistas às salinas de Rio Maior.

Criação de Museu do Sal e Centro Interpretativo para atrair mais turistas às salinas de Rio Maior

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