
Socialistas do Entroncamento discutem recandidatura de Jorge Faria
Concelhia do Entroncamento, distrital e órgãos nacionais do Partido Socialista querem impor nomes na lista de Jorge Faria à Câmara Municipal do Entroncamento.
O actual presidente da Câmara do Entroncamento, Jorge Faria, retirou uma anunciada recandidatura às eleições autárquicas do dia 26 de Setembro, por divergências com os órgãos distritais e concelhios do PS na constituição da lista concorrente à câmara municipal.
Tal como O MIRANTE noticiou na edição online, Jorge Faria suspendeu a recandidatura à presidência da Câmara do Entroncamento por não conseguir garantir o segundo e terceiro lugar da lista para as actuais vereadoras Ilda Joaquim e Tília Nunes.
Apesar do silêncio sepulcral da concelhia e da distrital do PS, O MIRANTE sabe que Jorge Faria pode ter que mudar de ideias se quiser voltar a ser candidato pelo Partido Socialista.
Nem o facto do actual presidente da concelhia do PS, Ricardo Antunes, ser o chefe de gabinete de Jorge Faria, evitou a polémica que pode mudar tudo nas listas socialistas candidatas à Câmara do Entroncamento.
Curiosamente, um dos homens que coordena as eleições autárquicas chama-se Mário Balsa e em tempos também foi chefe de gabinete de Jorge Faria. O MIRANTE conseguiu apurar ainda junto de dirigentes do PS que a concelhia e a distrital estão a seguir orientação das estruturas nacionais do Partido Socialista.
No dia do fecho desta edição e na terça-feira a concelhia esteve reunida com alguns dos candidatos a tentarem acordos que acabem com o impasse. À hora do fecho desta edição O MIRANTE falou com o vereador Carlos Amaro que, apesar de ter escondido a ordem de trabalhos, divulgou as suas posições no seio da família socialista. A mais importante é a de que não vai reivindicar lugares na nova lista e aceita as decisões dos dirigentes do partido de acordo com os interesses do concelho do Entroncamento e da população.
O PS quer ter uma palavra a dizer nos primeiros lugares da lista à Câmara do Entroncamento já a pensar na sucessão de Jorge Faria, que em 2025 não se pode recandidatar devido à lei de limitação de mandatos. Uma estratégia que visa começar a preparar o terreno para o seu eventual sucessor.
