
Aos 22 anos Maria Martins já entrou na história do ciclismo nacional
Atleta natural da Moçarria, Santarém, vai estrear Portugal no ciclismo feminino de pista nos Jogos Olímpicos, a maior competição desportiva do planeta.
A ciclista Maria Martins, natural de Moçarria, Santarém, chega aos Jogos Olímpicos Tóquio2020 cheia de “motivação e resiliência” para a prova, na qual vai estrear Portugal no ciclismo de pista, um “sonho que vai ser tornado realidade”.
“A cada dia que passa sinto-me mais focada, a cabeça cada vez mais em Tóquio. Isso ajuda na preparação, nos dias duros, saio mais facilmente à rua e dou o meu melhor nos treinos para chegar na melhor forma possível. Não tenho ansiedade, tenho sim entusiasmo, e gera em mim muita motivação e resiliência”, revela, em entrevista à Lusa.
Depois de uma “boa preparação na Serra da Estrela” e de bons resultados à porta de Tóquio2020, na Taça das Nações de São Petersburgo, “o caminho está a ser feito e bem feito”.
“Aos poucos, eu vou sabendo que vou lá estar. É muito bom. Não sei... ainda é um sonho, vai ser tornado realidade. Mal posso esperar para entrar naquele avião e ir a Tóquio”, disse a ciclista natural de Moçarria, no concelho de Santarém, sem conter o entusiasmo.
A primeira participante no ciclismo de pista por Portugal, numa comitiva no ciclismo que inclui João Almeida e Nelson Oliveira, na estrada, e Raquel Queirós, no ‘cross country’ olímpico, espera “entrar bem e ir gerindo” na prova de omnium, marcada para 8 de Agosto, último dia de competições na capital japonesa.
O omnium reúne quatro provas da pista: scratch, tempo, eliminação e pontos, tornando-se uma prova de gestão de esforço, estratégia ao angariar pontos e de polivalência. Nas corridas vai encontrar atletas com as quais já mediu forças, em esforços bem sucedidos para chegar ao pódio em Mundiais e Europeus, com a jovem de 22 anos, ‘mulher história’ do ciclismo de pista nacional, a querer “disputar prova a prova o que é um dia longo”. “Sei contra quem vou correr, não são desconhecidas. Tenho de trabalhar em mim”, remata.
