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Potencial agrícola do Ribatejo é enorme e a abundância de água a sua maior riqueza
José Freixial é um dos rostos da Sulregas Ribatejo situada em Foros de Salvaterra onde são produzidos os seus principais pivots de rega

Potencial agrícola do Ribatejo é enorme e a abundância de água a sua maior riqueza

José Freixial, 56 anos, director-geral da Sulregas Ribatejo - Equipamentos de Rega, Foros de Salvaterra.

José Freixial é director-geral da Sulregas Ribatejo, empresa de equipamentos de rega que tem sede em Foros de Salvaterra e faz parte do grupo Sulregas com sede em Évora. É um apaixonado pela agricultura, por viagens e desporto. Gostava de ir ao Japão e a Nova Iorque, nos Estados Unidos da América. Nos tempos livres gosta de jogar ténis, padel e BTT. Acredita que o sucesso só é possível através da inovação permanente. Destaca o papel da agricultura no desenvolvimento futuro do país e tira-o do sério as injustiças.

Temos de aprender a ver a agricultura como motor de desenvolvimento. Somos um país pequeno mas este é um sector de desenvolvimento para todos, em particular para a região interior. O interior tem de apostar na agricultura e na sua transformação. Até porque o nosso país já produz muito para o exterior e para colocar nos mercados estrangeiros. É um investimento futuro e o potencial do Ribatejo é enorme, com uma riqueza muito grande chamada água. Ser muito rico em água permite fazer culturas de quase tudo.

A água vai ser um desafio no futuro e é hoje que se começa a fazer a diferença. A salinização do Tejo e as alterações climáticas poderão no futuro, se nada for feito, trazer desafios. Ainda me lembro do tempo em que não havia água e as pessoas do Alentejo tinham de ir para a rua abastecer-se nas ruas. Agora o Alqueva garante que não falte a água mas, para isso, o controlo das barragens dos nossos vizinhos espanhóis também pode ser determinante.

O nosso compromisso é sempre focado no cliente. É ele o verdadeiro sócio desta empresa. A qualidade e inovação são também fundamentais. Hoje em dia a produção tem de ser consistente e duradoura. Se não inovarmos ficamos para trás e temos o futuro comprometido. O agricultor de hoje é muito informado, baseia-se em estudos e tenta maximizar a sua produção para ter preços competitivos e rivalizar com a concorrência. Temos de acompanhar essas exigências. Hoje há solução para quase tudo. Conseguimos acompanhar o percurso de um pivô como se se tratasse de um automóvel, sabendo onde está, quantos metros cúbicos mete no solo em quanto tempo e ver onde há maior necessidade de água e ajustar às necessidades.

A agricultura quando bem gerida tem viabilidade e futuro. Mas, como em tudo, há situações que não são assim e ainda se acaba muitas vezes por usar métodos antigos em que depois as coisas correm mal. Hoje em dia é preciso trabalhar a agricultura com muito profissionalismo, acompanhar os dados técnicos e a inovação. Formei-me em gestão de empresas na área agrícola em Évora e saí para a área automóvel, onde estive uns anos na área financeira. Depois recebi um convite para vir para a Sulregas por questões familiares e como gosto de um bom desafio e aventura aceitei. Parar é morrer.

Tira-me do sério a injustiça e vivo mal com ela. Defendo igualdade de oportunidades para todos e não gosto quando ela não é feita de forma justa e vejo alguém tirar vantagem de outros de forma ilegal e ficar impune. Todos estamos no mesmo barco e as oportunidades devem ser iguais para todos. Todos devem jogar pelas mesmas regras. O facto de isso nem sempre acontecer cria um sentimento de injustiça com o qual nem sempre é fácil lidar. Mas estamos sempre a tentar arranjar a força necessária para ultrapassar essas situações.

Ainda tenho algumas viagens de sonho por concretizar. O meu dia-a-dia preenche-me, familiar e profissionalmente, e não ambiciono muito mais, mas tenho algumas viagens de sonho que gostava de concretizar. Gosto de conhecer novos destinos e locais. Gostava de ir ao Japão e a Nova Iorque, nos Estados Unidos da América. Sou uma pessoa que gosta muito de desporto mas sempre numa vertente de praticante e não como profissional. Gosto particularmente de futebol, ténis e BTT. Também gosto de jogar padel e ler jornais, mas estou a passar completamente para o digital. Embora nisso se perca o ritual de ir à banca comprar o jornal.

Houve uma época da nossa história em que se sentiu da parte dos nossos governantes um desinvestimento na agricultura mas essa tendência alterou-se. A aposta hoje no sector é grande e os apoios para a agricultura são muito maiores. Isso tem vindo a impulsionar a agricultura e a mudança de culturas. Continuamos a crescer enquanto empresa e já precisamos de mudar de instalações para corresponder às necessidades do mercado. Já temos muitos equipamentos fora de Portugal, sobretudo em Espanha, Angola, Argélia, França e Senegal. Tudo fabricado aqui nos Foros de Salvaterra. A agricultura é a nossa paixão e o Ribatejo tem um potencial enorme. O universo de clientes é maior no Ribatejo do que no Alentejo.

Potencial agrícola do Ribatejo é enorme e a abundância de água a sua maior riqueza

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