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A teoria do aquecimento global é manifestamente exagerada, basta ir à Foz do Arelho para o comprovar

Coriáceo Manuel Serra d’Aire

Quando há falta de assunto e é necessário fazer conversa para evitar silêncios desconfortáveis o mais certo é que alguém se lembre de falar do tempo. Ou porque este calor não se aguenta ou porque está vento e o penteado não se segura quieto ou porque está frio como o caraças ou porque esta humidade dá cabo dos ossos. É o melhor desbloqueador de conversa há séculos.

Assim estou eu hoje. Sem me ocorrer nada de melhor, vou começar por falar do estado do tempo para ver onde é que este relambório acaba e também para zurzir nos alarmistas que andam para aí há anos a bombardear-nos com as teorias do aquecimento global sem que eu o tenha sentido na pele de forma convincente até hoje. E sabes que sou como o São Tomé: tenho de ver para crer!

É por isso que todos os anos vou armado em galifão para a Foz do Arelho ou para o Baleal na esperança de, finalmente, ser dessa vez que vou encontrar temperaturas tropicais nas águas e fora delas por aquelas bandas. Como deves calcular, não tenho sido feliz. O aquecimento global parece que não é assim tão global quanto isso e nesta costa atlântica há algumas praias que me fazem lembrar a aldeiazinha gaulesa das histórias do Astérix, imunes à famigerada e global subida das temperaturas.

Por isso, quando no início de Agosto ouvi uma notícia a garantir que este mês de Julho foi o mais quente na Europa desde que há registos deu-me vontade de rir. Porque deve ter sido noutra Europa qualquer que não neste rectângulo onde foram mais os dias que tivemos de andar de casaco à noite do que aqueles em que suámos as estopinhas. Por isso, quando falarem em aquecimento global meçam bem as palavras, sejam rigorosos e ponham lá um ‘quase’ entre parêntesis. Porque este rectangulozinho também faz parte do globo…

A minha tentação é pôr as culpas no ministro Eduardo Cabrita por sermos excluídos do aquecimento global. O homem tem servido de desculpa para tudo e pode muito bem encaixar no perfil do responsável que nos roubou os verões escaldantes. Até porque o futuro ex-governante é uma espécie de Midas invertido que por onde passa atrai desgraça. Aliás, talvez fosse bom não esquecer que Cabrita tem casa cá pelo Ribatejo. E não me surpreendia que, um dia destes, tivéssemos um maremoto ou um furacão ali para as bandas de Almoster. Cruzes canhoto!

Saudações balneares do Serafim das Neves

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