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Fábrica que empesta o ar em Parceiros de Igreja está a laborar ilegalmente

Inspecção concluiu que a unidade de queima de bagaço de azeitona não cumpre com as condições exigidas por lei. Presidente da Câmara de Torres Novas diz que empresários estão disponíveis para regularizar a situação.

A unidade de queima de bagaço da Cratoliva, que labora há décadas na aldeia de Parceiros de Igreja, concelho de Torres Novas, está a funcionar em situação ilegal, não cumprindo as condições mínimas de laboração exigidas por lei. Esta é a principal conclusão de uma inspecção levada a cabo pela Protecção Civil Municipal de Torres Novas após alguns moradores da aldeia terem alertado para a alegada poluição e maus cheiros provenientes da actividade fabril.

A informação foi deixada pelo presidente da Câmara de Torres Novas, Pedro Ferreira, na última reunião do executivo, onde acrescentou que falta ainda chegar o resultado da vistoria realizada pela Inspecção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT), que “certamente não será bom”.

O autarca socialista, que respondia ao vereador do PSD, Tiago Ferreira, disse ainda que “ficou o compromisso dos empresários resolverem a situação”, o que implica a “legalização daquele espaço para laboração”.

Os maus odores causados pela actividade sentidos há vários anos, tal como O MIRANTE noticiou, agravaram-se entre Agosto e Setembro últimos após a fábrica ter começado a laborar por maiores períodos de tempo. A saída de fumos impregnados de partículas das chaminés da fábrica, que assentam nas casas, roupas e terrenos agrícolas, foi outro dos motivos que levou alguns populares a exigir fiscalização ambiental.

Segundo o que os proprietários da unidade fabril transmitiram à câmara municipal, o aumento dos maus cheiros deveu-se ao retomar da actividade após um período longo sem laboração que fez com que o bagaço armazenado estivesse em estado putrefacto. Nas últimas semanas, de acordo com relatos de moradores, os odores não têm sido tão intensos.

Recorde-se que os maus cheiros chegaram a motivar queixas no concelho vizinho de Alcanena levando a empresa municipal de água e saneamento Aquanena a emitir um comunicado a descartar responsabilidades e a solicitar ao município de Torres Novas uma avaliação à fábrica.

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