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Carlos Mineiro Aires é a Personalidade do Ano 2022 de O MIRANTE
Carlos Alberto Mineiro Aires é natural de Abrantes e presidente do Conselho Superior de Obras Públicas

Carlos Mineiro Aires é a Personalidade do Ano 2022 de O MIRANTE

O presidente do Conselho Superior de Obras Públicas, natural de Abrantes e com ligação familiar e afectiva ao Tramagal, foi escolhido como Personalidade do Ano, pela redacção de O MIRANTE, pela postura ética, rigorosa e livre que tem mantido ao longo de todo o seu percurso pessoal, associativo e profissional.

A Personalidade do Ano 2022, de O MIRANTE, Carlos Alberto Mineiro Aires, nasceu em Abrantes a 29 de Outubro de 1951, mas cresceu no Tramagal, onde viveu a infância e parte da juventude. É licenciado em Engenharia Civil pelo Instituto Superior Técnico, com diversas formações complementares em hidráulica e recursos hídricos, saneamento básico, gestão de projectos e gestão empresarial.
Possui um vasto currículo profissional e foi Bastonário da Ordem dos Engenheiros entre Abril de 2016 e Março de 2022, tendo sido nomeado, em Julho de 2022, presidente do Conselho Superior de Obras Públicas, um órgão independente de consulta em matéria de infraestruturas, designadamente aeroportuárias, rodoviárias, ferroviárias, portuárias, ambientais, energéticas e de comunicações.
A sua escolha para Personalidade do Ano deve-se à postura ética, rigorosa e livre e à capacidade de ser directo e frontal na defesa das suas ideias, sem nunca deixar de ser cordial. Pondera bem o que diz, mas não deixa de dizer o que pensa, quando tal é necessário. Refere, com frequência, nunca esquecer que para os engenheiros a recta é sempre o caminho mais curto entre dois pontos, enquanto que para os outros, por vezes, é uma curva muito complexa.
No actual cargo fará o acompanhamento da comissão técnica de avaliação ambiental estratégica do futuro aeroporto de Lisboa. Mas se o novo aeroporto tem merecido destaque com o surgimento de uma nova proposta de localização em Santarém, há muitos outros projectos que irá acompanhar. O Conselho Superior de Obras Públicas tem por missão coadjuvar o Governo na tomada de decisões sobre os programas de investimento e projectos de grande relevância, cabendo-lhe emitir parecer de carácter técnico, económico e financeiro.
No currículo de Carlos Mineiro Aires não faltam cargos de elevada responsabilidade. Desempenhou, entre outras funções, a presidência do Conselho de Gerência do Metropolitano de Lisboa, da Simtejo, da Comissão Nacional Portuguesa das Grandes Barragens, da Comissão de Avaliação dos Impactes Ambientais da Barragem do Alqueva e foi também presidente e vice-presidente do Instituto da Água (INAG), a cujos quadros pertencia. Quando o INAG foi extinto, passou a integrar os quadros da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
Para além de ter vivido e estudado no Tramagal, Carlos Mineiro Aires estudou também em Lourenço Marques (hoje Maputo), no externato de Santa Bárbara, na freguesia de Praia do Ribatejo (Vila Nova da Barquinha), e em Abrantes, antes de ingressar no ensino superior em Lisboa, cidade onde reside.
Um percurso de “saltimbanco”, diz, motivado pelo facto de o pai ser militar e a família o ir acompanhando consoante as suas colocações. Esteve em Moçambique dos 8 aos 12 anos e voltou a África mais tarde, tendo estado em Luanda, Angola, dos 19 aos 24 anos.
Bom aluno, ainda pensou ser médico, mas acabou por optar pelo curso de Engenharia Civil. Conta, com graça, que foi o relato de uma noite nas urgências feito por um amigo, que o afastou da área da saúde. Por mera coincidência, e sem qualquer influência na escolha do curso de Engenharia, no ano em que nasceu foram inauguradas, na região, duas grandes obras de engenharia: a barragem de Castelo de Bode, no rio Zêzere, entre os concelhos de Abrantes e Tomar, e a ponte Marechal Carmona, em Vila Franca de Xira.
Casado, pai de duas filhas e avô de duas netas nascidas em 2022, Carlos Mineiro Alves integrou, na juventude, conjuntos musicais - como Os Órbitas e a 1880 Village Band. A caça e os carros clássicos são algumas das suas paixões, para as quais já não tem muito tempo, confessa. Recentemente, ofereceu a um sobrinho o exemplar que restava de uma outra paixão antiga, as motas. Conta que teve muitas, mas só a Honda CB 750 lhe encheu as medidas.

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