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Historiadora pede melhorias urgentes no Arquivo Municipal de Alenquer

O Arquivo Municipal da Câmara de Alenquer necessita de instalações dignas, dotadas de meios e tecnologia adequados. O problema foi levantado pela historiadora Maria José Porém, que considera que a autarquia tem de resolver uma situação que se arrasta há muitos anos. “Não há tratamento do arquivo, as coisas chegam em clipes. É necessário ter um técnico arquivista para digitalizar a documentação. Um investigador não pode ficar nas mãos de um funcionário da autarquia que nem ele próprio sabe o que existe no arquivo”, disse a historiadora.
Maria José Porém apontou como bons exemplos os arquivos da Câmara de Loures, que conta com 11 arquivistas, bem como os de Vila Franca de Xira e de Loulé. Nestes concelhos, quem pretende consultar os arquivos não precisa de se deslocar, podendo fazê-lo online. Neste momento, a historiadora está a investigar a história da vida privada em Alenquer durante a ditadura, mas apenas na Torre do Tombo conseguiu ter acesso aos registos de nascimentos.
O presidente da Câmara de Alenquer, João Nicolau, reconhece o problema e afirma que é importante fazer um tratamento adequado quer do arquivo histórico quer do arquivo geral. O edil referiu que irá estudar os bons exemplos de outros municípios e explicou ainda que, no mandato anterior, a câmara investiu em equipamentos de digitalização. Ainda assim, comprometeu-se a introduzir melhorias no Arquivo Municipal, caso existam “possibilidades financeiras”.
O vereador do TODOS, Filipe Rogeiro, historiador e funcionário da Câmara de Alenquer, quis esclarecer que, apesar de concordar com Maria José Porém, não se devia pronunciar precisamente por ser funcionário da autarquia.

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