Obra da Loja do Cidadão do Cartaxo corre risco de incumprimento do prazo do PRR
Devido a atrasos na obra, o presidente da câmara, João Heitor, admitiu haver risco de incumprimento do prazo do PRR, que finda a 30 de Junho de 2026, apesar dos trabalhos da obra estarem a ser vigiados de perto pela autarquia e estarem agora a decorrer a bom ritmo.
Os atrasos na obra da Loja do Cidadão do Cartaxo estiveram em foco na assembleia municipal, após questões colocadas por deputados de diferentes bancadas sobre o andamento da empreitada e o cumprimento dos prazos definidos no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Questionado pela deputada Luísa Cordeiro (Chega), o presidente da câmara, João Heitor, confirmou que a obra não está a cumprir os prazos inicialmente previstos, admitindo preocupação com o atraso. O autarca explicou que o município tem acompanhado de perto a intervenção, tendo solicitado vários planos de recuperação, que já foram entregues, estando a obra actualmente a decorrer a bom ritmo. O deputado Sérgio Mesquita Lopes (PSD) questionou se o atraso pode colocar em risco o cumprimento dos prazos do PRR, ao qual João Heitor afirmou que o prazo limite para a conclusão da obra é 30 de Junho de 2026, admitindo que existe tecnicamente o risco de incumprimento caso o ritmo de execução não melhore de forma consistente.
O presidente da câmara revelou ainda que já se realizaram várias reuniões com as entidades envolvidas, incluindo o dono da obra, garantindo que a autarquia está empenhada em encontrar soluções que permitam concluir a Loja do Cidadão dentro dos prazos exigidos. “Não vamos facilitar nada e vamos continuar a insistir, exactamente porque estamos preocupados, mas vamos estar sempre do lado da solução para que a obra aconteça”, sublinhou.
Recorde-se que o sub-empreiteiro e trabalhadores que estão a construir a estrutura da futura Loja do Cidadão do Cartaxo cessaram funções na obra no dia 2 de Julho de 2025, segundo apurou O MIRANTE na altura, mas João Heitor garantiu de imediato o que a empreitada nunca chegou a parar. Em causa estavam desentendimentos entre empreiteiro e sub-empreiteiro por alegada dívida, consequente falta de pagamento aos trabalhadores e queixas de falta de condições de segurança e de trabalho. O projecto está orçamentado em 1,7 milhões de euros, dos quais 1,1 milhões financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O equipamento está a ser construído de raiz na Rua do Jardim e vai centralizar no mesmo espaço a Autoridade Tributária e Aduaneira, o Instituto dos Registos e Notariado, o Instituto da Segurança Social e o Espaço do Cidadão. O projecto pretende ainda tornar o jardim mais aprazível e criar uma ligação pedonal entre a Rua do Jardim e a Avenida João de Deus, facilitando o acesso a esta avenida.

