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PSD e IL retiram confiança a António Inácio e abandonam executivo da Póvoa e Forte da Casa

A União de Freguesias da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa atravessa uma crise política após a saída dos eleitos do PSD do executivo e a retirada de confiança política ao presidente da junta por parte da Coligação Nova Geração (PSD/IL), pela qual foi eleito.

António José Inácio, Amadeu Pinto e Rosa Barral deixaram de ter a confiança política da Coligação Nova Geração (PSD/IL), que anunciou a rotura total com a actual liderança da União de Freguesias da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa. Os dois eleitos do PSD no executivo da junta, presidido por António Inácio, renunciaram ao mandato e, por isso, Maria João Marques, que era tesoureira da junta, e o vogal Bruno Marquitos vão voltar a sentar-se na bancada da coligação na assembleia de freguesia.
Em comunicado, a concelhia do PSD de Vila Franca de Xira e o Núcleo Territorial da Iniciativa Liberal explicam que votaram contra o Plano e Orçamento para 2026, conforme noticiado por O MIRANTE, por considerarem que a proposta era irresponsável, desequilibrada e profundamente lesiva do interesse público. Segundo a coligação, o documento foi concebido não para servir a população, mas para beneficiar os eleitos independentes do executivo provenientes do movimento “António Inácio - Póvoa Mais Forte”.
A coligação considera que esta situação marca uma rotura política “total, definitiva e irreversível” com a actual liderança, que, no seu entender, não cumpriu o compromisso de exercer funções com seriedade, transparência, responsabilidade partilhada e respeito pelas regras da gestão pública.
Nas últimas semanas, os eleitos da coligação PSD/IL afirmam ter presenciado situações como a assunção de funções sem pelouros atribuídos, condicionamento e falta de respeito para com funcionários, aquisição de serviços sem consulta ou conhecimento do executivo, tentativas de alteração de actas de reuniões à revelia dos eleitos e ausência de transparência quanto à actividade do executivo. Segundo o comunicado, os eleitos do PSD e da IL apenas tiveram conhecimento de duas iniciativas, num total de 25 realizadas desde o início do actual mandato.
A coligação considera que esta situação marca uma rotura política “total, definitiva e irreversível” com a actual liderança, que, no seu entender, não cumpriu o compromisso de exercer funções com seriedade, transparência, responsabilidade partilhada e respeito pelas regras da gestão pública. Assume ainda ter errado na avaliação inicial do apoio prestado a António José Inácio, lamentando a escolha de um candidato que, no seu entender, defraudou a confiança dos eleitores da Póvoa de Santa Iria e do Forte da Casa.
Presidente da junta fala em acusações sem fundamento
Contactado por O MIRANTE, António José Inácio confirmou que os dois eleitos pelo PSD no executivo da junta, agora demissionários, votaram contra o orçamento na reunião realizada antes da assembleia. No entanto, o autarca afirmou que esse sentido de voto poderia não se reflectir na assembleia, razão pela qual não apresentou propostas de alteração ao documento. Segundo o edil, teria sido expectável que a Coligação Nova Geração tivesse procurado um diálogo prévio com o presidente da junta para encontrar uma solução alternativa.
Relativamente às críticas do PSD/IL, que apontam alegadas irregularidades, como a atribuição de funções sem pelouros definidos, a aquisição de serviços sem consulta prévia ou alterações a actas de reuniões, o presidente da junta rejeitou categoricamente as acusações. “Isso não é verdade e terão de provar o que dizem”, afirmou, considerando grave que tais afirmações sejam feitas publicamente sem fundamento.
Para preencher os dois lugares vagos no executivo, o autarca mostrou-se disponível para dialogar com todas as forças políticas. A reunião da assembleia de freguesia para definir a nova composição do executivo deverá realizar-se no final de Janeiro ou nos primeiros dias de Fevereiro.

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