Morreu Vítor Feiteira o fundador das escolinhas de futebol de Almeirim
Vítor Feiteira, conhecido por “Fininho”, morreu aos 73 anos depois de anos de luta e resistência contra a doença, ficando a sua marca no futebol de Almeirim, onde fundou as escolinhas e formou centenas de jovens jogadores. Foi homenageado pelo União de Almeirim e pela câmara municipal com uma medalha de mérito municipal.
Em 2018 a Câmara de Almeirim atribuiu-lhe a medalha de ouro de mérito desportivo.
Vítor Feiteira, reconhecido pela sua dedicação ao futebol jovem, agraciado pelo clube onde deu tudo o que podia e sabia e pela Câmara de Almeirim, morreu aos 73 anos, depois de anos de coragem e resistência para não se deixar vencer pela doença de Parkinson. Conhecido por “Mister Fininho” pelas suas características físicas, era respeitado e acarinhado pelos habitantes de Almeirim e até mesmo pelos mais jovens que já não foram treinados por ele, mas que o têm como referência.
Quando não havia nada em termos de formação futebolística das crianças em Almeirim, que se limitavam a jogar na rua sem qualquer orientação, Vítor Feiteira formou as primeiras escolinhas de futebol e ao longo da vida ensinou centenas de crianças e jovens a jogarem. Há uns anos os seus primeiros jogadores decidiram homenagear o seu trabalho, fazendo-lhe um reconhecimento público e dando o seu nome a um evento anual de homenagem a pessoas que contribuíram para o desporto do concelho, como o massagista Eliseu Simões, já falecido, ou o treinador de atletismo, Álvaro Ribeiro.
Em Novembro o União de Almeirim prestou-lhe uma homenagem por tudo o que fez pelo clube e pela formação e em 2018 a Câmara de Almeirim já lhe tinha atribuído a medalha de ouro de mérito desportivo. O ex-presidente da câmara, Pedro Ribeiro, disse sobre a sua morte que Vítor Feiteira “foi um exemplo a vários níveis, mas destacou “a vontade de viver, de lutar para continuar a fazer tudo o que muitos consideravam humanamente impossível”, fazendo votos para que “saibamos preservar as boas memórias e o seu legado”. O vereador do desporto no mandato passado, Paulo Caetano, diz que “Almeirim perdeu um Senhor, grande treinador, mas especialmente perdeu um extraordinário condutor de jovens futebolistas dos anos 70/80/90”.
O treinador não deixou de sair à rua e tentar fazer a sua vida o mais normal possível, já completamente curvado e com dificuldades de locomoção. Ia à mercearia perto de casa, ao café comprar doces para levar para casa, não desistia. O funeral realizou-se no domingo, 18 de Janeiro, às 16h30, no cemitério de Almeirim, onde foi cremado.

