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Orçamento de Azambuja para 2026 aprovado com maioria apesar das críticas da oposição
Silvino Lúcio, presidente da câmara de Azambuja - foto O MIRANTE

Orçamento de Azambuja para 2026 aprovado com maioria apesar das críticas da oposição

Orçamento de Azambuja para 2026 foi aprovado por maioria, com prioridades na educação, ambiente e saneamento.

O Orçamento Municipal de Azambuja para o ano de 2026 foi aprovado, por maioria, na sessão da Assembleia Municipal de Azambuja de 9 de Janeiro, no valor de 32,6 milhões de euros, tendo como prioridade a educação, o ambiente e o saneamento. Este é um orçamento mais baixo que o do ano anterior que foi de 34 milhões de euros. O maior investimento no orçamento será direccionado à área da educação, 23,1%, para o ambiente e saneamento está destinado um investimento de 19,4%, para a cultura, desporto, turismo e juventude será de 13,9% e para a modernização e reorganização dos serviços está previsto um investimento de 10,1%.
O documento, que contempla a proposta de orçamento municipal para 2026 e as Grandes Opções do Plano (2026-2030), foi aprovado por maioria com 12 votos favoráveis do PS e do presidente da junta de freguesia de Alcoentre (independente), 11 votos contra do PSD e do Chega e com quatro abstenções da CDU e dos presidentes de junta de freguesia de Aveiras de Baixo (PSD) e de Vila Nova da Rainha (PSD).
O presidente da Câmara Municipal da Azambuja, Silvino Lúcio (PS), indicou como principais projectos a renovação de escolas e construção de novos estabelecimentos, incluindo uma escola no centro escolar do Vale do Paraíso, a renovação de um estabelecimento em Aveiras de Cima e da Escola Secundária de Azambuja. Na área do ambiente e do saneamento, o autarca referiu que pretende resolver “algumas pontas soltas” e manter o abastecimento de água potável, que já cobre 98% do município. Na habitação, Silvino Lúcio destacou também a intenção de regenerar e recuperar as casas que pertenciam aos guardas que trabalhavam nos estabelecimentos prisionais de Vale Judeus e de Alcoentre, como a implementação de rendas a custos controlados em 24 habitações, em parceria com o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU).

Críticas à falta de visão e transferência de competências
Numa das suas intervenções a bancada do PSD, pela voz de Nelson Rodrigues, considerou que este é um orçamento “de continuidade” e o reflexo das opções políticas do executivo socialista que não vai além do pagamento de despesas e do término ou início de obras começadas ou projectadas em mandatos anteriores. “Tudo são projectos, ideias que vêm do mandato anterior. Nada acrescenta”, disse. Do lado do Chega, Briana Batalha salientou o “aumento significativo da dotação” na área da educação que passou de 13% para 23%, mas questionou se existe margem financeira para responder a eventuais concursos que fiquem desertos ou a possíveis aumentos dos custos das obras sem colocar em causa a sustentabilidade financeira do município. Pergunta a que Silvino Lúcio respondeu afirmativamente, dizendo que existe essa margem. Do lado da CDU, Filipe Silva, explicou que o sentido de voto desta bancada seria a abstenção por não concordarem com as transferências de competências para o município nas áreas da Saúde e Educação, que “não trouxeram melhorias”. O eleito pela coligação criticou ainda a inércia do município em agir de forma a preparar a passagem da recolha e gestão dos resíduos sólidos urbanos para a sua alçada.

Orçamento de Azambuja para 2026 aprovado com maioria apesar das críticas da oposição

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