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Orçamento de Vila Franca de Xira aposta em nove compromissos estratégicos

Abstenção da coligação PSD/IL viabilizou o documento da gestão socialista. Chega e CDU votaram contra. Presidente da Câmara de VFX fala em orçamento cauteloso que alia ambição, responsabilidade e dever de sustentabilidade.

O primeiro orçamento do novo mandato autárquico em Vila Franca de Xira conta com uma dotação global de 150 milhões e 745 mil euros e assenta em nove compromissos estratégicos: ambiente, mobilidade e descarbonização; comunidade jovem e inteligente; comunidade participativa e governo participado; comunidade de cultura e turismo; comunidade solidária e inclusiva; território inovador; território qualificado e governança.
O executivo de Vila Franca de Xira aprovou, em reunião de câmara extraordinária na última semana, o orçamento e as grandes opções do plano 2026-2030, com os votos favoráveis do Partido Socialista, a abstenção da coligação Nova Geração (PSD/IL) e os votos contra do Chega e da CDU.
Do documento destacam-se, entre outros, a criação de novos espaços verdes como os Parques Urbanos do Casal da Serra (Póvoa de Santa Iria) e dos Termos da Cidade (Alverca do Ribatejo); a obra do Laboratório Municipal de Conservação e Restauro, já em curso; o reforço do sistema de gestão e tratamento de resíduos urbanos, com investimento na frota ambiente e incremento nas condições de recolha; as intervenções de conservação e manutenção do parque escolar, nomeadamente a requalificação e ampliação da Escola Básica e Secundária de Vialonga, da Escola Básica de Alpriate, em Vialonga, e da Escola Básica Romeu Gil, no Forte da Casa; assim como da prossecução de vários projectos na área da educação, como a atribuição de bolsas de estudo a alunos do ensino superior e do ensino artístico. Na área da cultura vai avançar a elaboração do projecto para o novo Teatro Salvador Marques, em Alhandra, e haverá a continuação da aposta na estratégia de internacionalização do Museu do Neo-Realismo.
A promoção de habitação pública através da execução da Estratégia Local de Habitação, designadamente do programa 1º Direito, com a construção ou requalificação de habitações, a implementação do projecto Business Improvement District/Bairro Comercial Digital e do projecto Regreeneration com reforço do espaço público e multifuncionalidade dos espaços, bem como a criação da cidade dos 15 minutos em Alverca. Estão incluídos no documento também a requalificação das antigas instalações da Unidade de Saúde Familiar de Vialonga para Biblioteca, Espaço de Serviços de Apoio à Comunidade e FABLAB, requalificação do Centro Comunitário de Vialonga para acolher a Escola de Música, o Parque de escuteiros da Mata do Paraíso, e a execução de uma nova zona desportiva e de lazer na Urbanização Malvarosa em Alverca do Ribatejo.

Quase seis milhões
para as freguesias
As freguesias do concelho vão receber da câmara, este ano, 5 milhões e 700 mil euros. Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento terão um orçamento de 24 milhões e 509 mil euros. Para o presidente do município, Fernando Paulo Ferreira (PS), o novo orçamento é um documento cauteloso que alia ambição, responsabilidade e dever de sustentabilidade. “Asseguramos mais uma vez ao município finanças públicas equilibradas. Num mundo cada vez mais incerto, e num contexto de grande conflitualidade nas redes sociais, tudo fazemos e tudo continuaremos a fazer para garantir os entendimentos necessários para prosseguirmos o caminho de desenvolvimento e de afirmação do concelho na Área Metropolitana e no país”, afirmou.
Já David Pato Ferreira, vereador da Nova Geração, considerou que o documento é pouco ambicioso e que VFX merecia “um verdadeiro instrumento financeiro, de olhos postos na inovação, tecnologia, sustentabilidade e orientado para a melhoria da qualidade de vida das nossas populações”, criticando um orçamento que disse ser o perpetuar do imobilismo socialista. “Continuamos a ser um concelho a jogar para o empate”, lamentou.
Para Barreira Soares, do Chega, o documento é concentrado no curto prazo com projecções residuais para o futuro. “É um documento com fragilidades orçamentais”, criticou. Por fim, Cláudia Martins, da CDU, lamentou que o documento não responda às necessidades da comunidade. “Apresenta uma forte dependência dos fundos externos e um adiamento de respostas estruturais em áreas centrais como a higiene urbana, urbanismo, mobilidade e associativismo”, concluiu.

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