Apoios às associações geram tensão no executivo da Golegã
A reunião do executivo municipal da Golegã, realizada a 16 de Janeiro, ficou marcada por um momento de tensão entre o vice-presidente da câmara, Diogo Rosa, e o vereador do PS, Luís Godinho, durante a discussão do ponto referente à atribuição de apoios e subsídios às associações do concelho. Luís Godinho defendeu a necessidade de existir um regulamento específico para os apoios ao desporto, alertando que a inexistência desse documento pode gerar desigualdades entre associações, sobretudo no que respeita aos apoios de funcionamento. O vereador socialista sublinhou que não está em causa o apoio atribuído ao Futebol Clube Goleganense, mas sim a falta de critérios claros que permitam, por exemplo, uma discriminação positiva em relação ao Azinhaga Atlético Clube. Segundo afirmou, um regulamento permitiria colmatar situações que podem ser vistas como injustas.
Em resposta, o vice-presidente Diogo Rosa corrigiu a intervenção do vereador, esclarecendo que existe um regulamento de apoio às associações culturais, embora não exista ainda um regulamento específico para as associações desportivas. O autarca explicou que todas as associações recebem apoio mensal, não apenas financeiro, mas também logístico, considerando que essa discriminação positiva já é praticada pelo município.
Num tom irónico, Diogo Rosa recordou que “é bom ver alguém do Partido Socialista a defender apoios às associações”, referindo casos como o Olé Golegã, e comparando com os apoios atribuídos em mandatos anteriores do PS. O vice-presidente acrescentou que o actual executivo é o que mais tem apoiado financeiramente as associações do concelho, salientando a atribuição de subsídios mensais e de apoios extraordinários, devidamente justificados. Segundo Diogo Rosa, os valores atribuídos resultam dos pedidos apresentados pelas próprias entidades, tendo em conta os custos de funcionamento e a dimensão das iniciativas promovidas, garantindo que existe rigor e acompanhamento na atribuição dos subsídios.
Luís Godinho reafirmou que não questiona a existência nem os montantes dos apoios concedidos, mas sim a falta de critérios claros e transparentes, sobretudo nos apoios de funcionamento, defendendo que as associações desportivas têm obrigações e encargos distintos. O presidente da câmara, António Camilo, interveio para informar que está em fase final de elaboração um novo regulamento para os apoios às associações, que deverá responder às preocupações levantadas durante a reunião.

