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Criar estacionamento em condições junto à estação de Azambuja é tema com décadas

Câmara de Azambuja tomou posse dos terrenos aquando da Expo 98 e desde então sucedem-se promessas para construção de parques de estacionamento junto à estação ferroviária da vila. Utilizadores do comboio continuam a pedir intervenção da autarquia.

A construção de parques de estacionamento junto à estação ferroviária de Azambuja é uma realidade que tarda em chegar e um assunto que já tem barbas, abordado em várias governações socialistas daquele município. Os utilizadores do comboio continuam a pedir uma intervenção urgente ao município, como é o caso de José Caetano, que foi à última reunião do executivo canarário lembrar um tema que levanta desde o tempo em que Joaquim Ramos (PS) cumpria o seu primeiro mandato como presidente da câmara, em 2001 e, consecutivamente, até ao mandato actual presidido por Silvino Lúcio (PS).
“Tenho dificuldade em compreender que esta câmara não se empenhe em fazer uma coisa que é necessária para os seus munícipes e que, além de beneficiar os utentes, melhoraria o visual da vila. Andamos a arrastar-nos com este problema há 24 anos e, pelos vistos, vai continuar a arrastar-se”, disse o munícipe, considerando que tem havido “falta de empenho” por parte da câmara municipal.
O presidente da Câmara de Azambuja reconheceu que a autarquia não tem zelado da melhor forma os terrenos em terra batida que são utilizados para estacionamento pelos utilizadores dos comboios e que são da sua responsabilidade desde a altura da Expo 98, quando lhe foram cedidos. “A responsabilidade da sua manutenção e gestão é do município”, disse. Silvino Lúcio adiantou que o município está a negociar a aquisição de um terreno contíguo ao parque sul para depois se fazer uma “regeneração” de ambos os parques. “É um assunto que temos em mãos”, afirmou.
Em 2010, o então presidente da câmara, Joaquim Ramos, afirmou em declarações a O MIRANTE, e na sequência de reclamações de utilizadores, que a situação ficava resolvida até ao Verão. O autarca, já falecido, disse até que a sua concessão, que incluía pavimentação em alcatrão e colocação de luminárias, já estava pronta para adjudicação e que os lugares iriam ser pagos através da instalação de parquímetros. O avanço dependia apenas, advertiu, de questões de ordenamento do território. Também no mandato de Luís de Sousa, a reconversão daqueles terrenos em parques de estacionamento foi tema abordado diversas vezes, por causa dos buracos e falta de segurança, mas apesar das sucessivas promessas continua a não ser uma realidade.

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