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Despacho sobre contactos com funcionários municipais gera polémica na Câmara de Tomar

Vereador da oposição classificou o despacho como “muito grave”, acusando o presidente de tentar governar através do medo. Tiago Carrão (PSD) rejeitou as acusações.

A mais recente reunião do executivo da Câmara de Tomar ficou marcada por um debate aceso entre o presidente da autarquia, Tiago Carrão (PSD), e o vereador da oposição Hugo Cristóvão (PS), a propósito de um despacho emitido pelo presidente a 15 de Janeiro, relativo aos contactos entre funcionários municipais e entidades externas. Hugo Cristóvão, ex-presidente da Câmara e actual vereador da oposição, classificou o despacho como “muito grave”, defendendo que o documento limita o contacto dos funcionários com a comunicação social, partidos políticos e, em particular, com os vereadores da oposição.
Na sua intervenção, o vereador socialista afirmou que a medida reflecte uma visão autoritária da governação e disse estar preocupado não apenas com a legalidade do despacho, mas sobretudo com o princípio que lhe está subjacente. Segundo Hugo Cristóvão, o despacho poderá ser interpretado como uma ameaça aos funcionários, ao referir-se à “segurança” dos mesmos, e acusou o presidente de tentar governar através do medo. O vereador garantiu ainda que a oposição não deixará de falar com os trabalhadores municipais, sempre que o entenda necessário, sublinhando que não está em causa a solicitação de informações confidenciais.
Em resposta, o presidente da câmara, Tiago Carrão, rejeitou as acusações e afirmou que o despacho apenas clarifica regras já existentes na administração pública, segundo as quais os pedidos de informação devem ser dirigidos ao presidente da instituição. O autarca lembrou ainda que o próprio Hugo Cristóvão defendeu esse princípio quando exercia funções de presidente da câmara.
Tiago Carrão considerou que o despacho não impede o acesso à informação, defendendo que existem canais próprios para esse efeito, e sublinhou a importância da organização e da hierarquia no funcionamento dos serviços municipais. O presidente afirmou ainda que a medida visa proteger o normal funcionamento dos serviços e garantir clareza nas relações institucionais, rejeitando qualquer intenção de limitar a acção da oposição.

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