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Oposição critica orçamento da Câmara de Benavente mas viabiliza o documento

O executivo municipal de Benavente deu luz verde ao orçamento municipal para 2026, mas a oposição vincou leituras divergentes sobre a estratégia de desenvolvimento do concelho.

A Câmara de Benavente aprovou o orçamento para 2026, no valor de 39,4 milhões de euros, com os votos favoráveis da AD (PSD/CDS) e da CDU e a abstenção do Chega e do PS. A gestão PSD/CDS refere que o orçamento está condicionado por compromissos financeiros herdados do anterior executivo, que totalizam cerca de 16 milhões de euros, mas incorpora também “oportunidades de futuro” associadas ao acesso a fundos comunitários e a instrumentos de financiamento nacionais.
Entre os principais investimentos previstos, o executivo destaca a criação de uma creche municipal em Benavente, o avanço do projecto da futura Escola Secundária de Samora Correia e várias intervenções no âmbito da Estratégia Local de Habitação. Prevê-se ainda reforçar a higiene urbana com a aquisição de novos camiões de recolha de resíduos, criar novas bolsas de estacionamento em Benavente e Samora Correia e concretizar investimentos nas áreas turística e cultural.
A presidente Sónia Ferreira afirma que as prioridades para 2026 passam por áreas como habitação, educação, ambiente, acção social, apoio ao movimento associativo e valorização territorial. “Este é um orçamento responsável, que garante uma gestão rigorosa dos recursos públicos e que afirma o equilíbrio financeiro como condição essencial para resolver problemas do passado, de olhos postos num futuro de desenvolvimento”, realçou.

Oposição aponta falta de visão estratégica
Do lado da oposição, as leituras foram marcadamente críticas. O vereador do Chega, Frederico Antunes, considerou em declarações a O MIRANTE que o documento padece de uma “total ausência de visão estratégica para o futuro” do concelho, acusando o executivo de se limitar a “tapar buracos” e de não apresentar uma estratégia de desenvolvimento económico para o médio e longo prazo. O eleito apontou ainda problemas estruturantes por resolver em Samora Correia, como a falta de um espaço ao ar livre para eventos, a necessidade de requalificação do parque de estacionamento junto ao centro cultural e as más condições do parque de camionagem.
Pela CDU, Hélio Justino justificou o voto favorável com a coerência política e a convergência do documento com os objectivos da CDU, sublinhando que o orçamento contempla compromissos assumidos anteriormente. O vereador reconheceu ao nosso jornal, ainda assim, que há intervenções urgentes que ficaram de fora, manifestando a expectativa de que possam ser integradas numa revisão orçamental.
O vereador do PS, Pedro Gameiro, refere que o orçamento espelha uma “enorme falta de estratégia”, criticando a existência de cerca de 11 milhões de euros sem destino identificado. Para o socialista, o orçamento não apresenta obras estruturantes nas áreas da saúde ou da educação e não traduz a visão que a presidente da câmara, enquanto candidata, prometeu para o concelho.

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