Fiscalização municipal chamada à antiga fábrica da Cimianto
Movimentações nas antigas instalações da Cimianto, em Alhandra, ainda não foram para retirar materiais que contêm amianto, segundo disse o presidente da Câmara de Vila Franca de Xira. Antigo proprietário anunciou em 2025 um projecto para requalificar o local.
Houve movimentações nos terrenos do que resta da antiga fábrica de telhas em fibrocimento da Cimianto, em Alhandra. Segundo o presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Fernando Paulo Ferreira, no penúltimo fim-de-semana foi alertado para uma possível recolha de materiais com amianto da antiga fábrica e ordenou o envio da fiscalização municipal ao local. “O que disseram foi que tinha havido mobilização de algumas infraestruturas lá dentro, mas que não saíram. A informação que tenho é que não houve desmantelamento de materiais com amianto, mas que a retirada estava a ser preparada para depois enviar para os locais próprios”, avançou o autarca.
Recorde-se que está em desenvolvimento um projecto, a cargo do proprietário das antigas instalações da Cimianto, para requalificar as instalações da fábrica, que se encontram devolutas. O projecto contempla um conjunto diversificado de usos, desde hotel a espaços de restauração, atelier artístico, ginásio e espaço de co-work, além de diversos espaços para habitação. “O projecto irá prever a ligação pedonal ao eixo Vila Franca de Xira/Alhandra, assegurando a criação de um renovado espaço urbano para fruição de moradores, trabalhadores e visitantes, que poderão contar também com áreas de desporto e lazer”, disse o município ainda em Janeiro de 2025.
A antiga fábrica de telhas de fibrocimento, que trabalhava com amianto como matéria-prima, um material potencialmente cancerígeno entretanto proibido, está em ruínas há mais de uma década, desde que a firma faliu. As preocupações com a pegada ambiental do edifício têm sido referidas ao longo dos anos. Em 2024, a presidente da SOS Amianto, Carmen Lima, disse ao nosso jornal que a empresa era um “urso adormecido”, alertando que é altamente perigoso entrar na fábrica e que o passivo ambiental ali existente é muito elevado.

