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Queda de muro em Torres Novas obrigou à evacuação de moradores e a fechar o tribunal
Muro antigo cedeu após a saturação dos solos, levando à evacuação preventiva de residentes - foto O MIRANTE

Queda de muro em Torres Novas obrigou à evacuação de moradores e a fechar o tribunal

Havia intervenção de fundo planeada, mas a tempestade derrubou o muro de suporte de terras com cerca de 50 anos que existe nas proximidades do Tribunal de Torres Novas. Agora colocam-se telas de impermeabilização para evitar nova derrocada. Não houve feridos, mas moradores foram evacuados e o tribunal encerrado.

Arrancaram as obras de prevenção após a derrocada de um muro de suporte de terras junto ao Tribunal de Torres Novas que obrigou à evacuação dos moradores de três habitações contíguas e do próprio edifício judicial, na sequência da chuva intensa associada às tempestades Kristin e Marta. Os trabalhos, segundo informou o presidente da Câmara de Torres Novas, tiveram início na segunda-feira, 9 de Fevereiro, cinco dias após a derrocada e depois de serem conhecidas as conclusões da inspecção do Laboratório Nacional de Engenharia Civil. (LNEC). “Não se pode neste momento fazer obras de fundo. Estão essencialmente a colocar telas de impermeabilização. É um trabalho perigoso para dois ou três dias”, adiantou José Trincão Marques em reunião pública do executivo municipal.
A derrocada foi acompanhada de imediato pelos serviços municipais e pela Protecção Civil, não se registando feridos nem danos directos nas casas evacuadas. Segundo o autarca, a derrocada envolveu o abatimento de um muro de suporte antigo e instável, propriedade do Ministério da Justiça, cuja fragilidade foi agravada pela precipitação persistente. “A chuva intensa agravou a instabilidade, exigindo a evacuação do edifício e de três habitações”, afirmou o autarca no final da reunião da Protecção Civil municipal.
O LNEC confirmou a existência de “instabilidade significativa” e recomendou um conjunto de medidas imediatas de segurança e mitigação, incluindo a evacuação preventiva de habitações na crista do talude, a interdição de acessos, a impermeabilização integral do talude, o reforço provisório das estruturas existentes, a colocação faseada de enrocamento, o desvio das águas pluviais e a elaboração de um projecto global de estabilização, mantendo-se as habitações em risco desocupadas até à reposição das condições de segurança. Os moradores foram realojados em casas de familiares e noutros locais.
O Tribunal de Torres Novas, que já funcionava de forma condicionada devido a obras em curso, esteve encerrado na sexta-feira, cabendo agora ao Ministério da Justiça decidir a data de reabertura ao público. De acordo com José Trincão Marques, já estava prevista uma intervenção naquele muro, que foi construído aquando do tribunal da cidade, há cerca de 50 anos. Há, inclusive, um contrato interadministrativo desde Novembro do ano passado para se proceder a obras de fundo e “quem vai pagar o muro é o Ministério da Justiça”. O autarca fez saber ainda que na terça-feira, 10 de Fevereiro, representantes daquele ministério vão deslocar-se ao local.

Muros e edifícios devolutos caem por todo o concelho
O presidente da câmara alertou que a situação não é isolada, apontando a existência de outras derrocadas de muros, fachadas e edifícios antigos, muitos deles devolutos, que colocam em risco pessoas e vias de circulação, dando como exemplo um caso na Estrada do Vale. “Há outros taludes que de um momento para o outro podem ruir. Todos os dias caem muros e casas um pouco por todo o concelho, tem sido uma correria a acudir e por sorte ninguém perdeu a vida”, afirmou José Trincão Marques. No entanto, disse, para já só se podem monitorizar as situações, havendo intenção de, mais tarde, se intervir de forma preventiva.

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