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Estacionamento selvagem em rua do Entroncamento obriga câmara a avançar com nova solução

Garagens bloqueadas, carros abandonados e circulação condicionada na Rua António Lucas voltam a incendiar debate no executivo. Intervenção pode avançar já nas próximas semanas.

A Rua António Lucas, no Entroncamento, voltou a estar debaixo de fogo na reunião camarária de 19 de Fevereiro. As queixas repetem-se: viaturas mal-estacionadas a bloquear garagens, desrespeito pela sinalização e automóveis abandonados a ocupar lugares durante meses. A pressão aumentou e a câmara prepara agora um projecto de reorganização do trânsito para pôr fim ao problema.
A vereadora do PS, Fernanda Alves, alertou para os constrangimentos na zona calcetada da rua, onde moradores enfrentam dificuldades constantes para entrar e sair das garagens. Como exemplo, relatou o caso de uma condutora que terá ficado cerca de três horas impedida de sair do estacionamento junto a um restaurante, sem que a intervenção policial resolvesse de imediato a situação. Também a deslocação de blocos de cimento colocados à saída de garagens e a presença de um automóvel alegadamente abandonado, visivelmente degradado, foram apontadas como sinais de descontrolo.
O presidente da câmara, Nelson Cunha, garantiu que o município já tem dois projectos desenhados para a rua, elaborados em articulação com a PSP. A proposta passa por reorganizar a circulação, permitindo a entrada pela praça e a saída pela avenida, mantendo ainda alguns lugares de estacionamento. Antes de avançar, a autarquia vai apresentar as soluções aos condomínios da zona. “A agilização com os condóminos deverá demorar não mais do que duas semanas”, afirmou o autarca, admitindo que a decisão poderá ser rápida.
No que toca aos carros abandonados, foi feito um novo levantamento que identificou mais seis viaturas nessas condições no concelho. Está prevista para Março uma operação conjunta de recolha. A reunião serviu ainda para o vereador Ricardo Antunes (PS) questionar a necessidade de reforçar a fiscalização do estacionamento abusivo e alertar para o estado degradado do pavimento no final da Rua Luís Falcão de Sommer e num troço da Rua Dom João de Castro, ambas com tráfego intenso. Nelson Cunha respondeu que a autarquia prepara a contratação de serviços externos para trabalhos de calcetamento, justificando a opção com a falta de meios humanos próprios para dar resposta às necessidades de manutenção da cidade.

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