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Cartaxo pressiona Governo para estudar variante à EN3 e aliviar estrada marcada por acidentes e tráfego pesado

A Assembleia Municipal do Cartaxo aprovou por unanimidade uma recomendação para a realização de estudos que avaliem a construção de uma variante à Estrada Nacional 3 (EN3), entre os concelhos do Cartaxo e Santarém. O documento será agora remetido ao Ministério das Infraestruturas e Habitação, a quem caberá promover e conduzir os estudos necessários para avançar com o projecto. A proposta foi apresentada pela CDU e surge como resposta ao aumento do tráfego na via, à degradação do pavimento e ao número de acidentes registados ao longo dos últimos anos. Nos troços entre Vila Chã de Ourique e Vale de Santarém, a EN3 assume características de travessia urbana, situação que agrava os riscos para a segurança rodoviária e para os moradores das zonas adjacentes.
Segundo os proponentes, a circulação frequente de veículos pesados tem contribuído para a deterioração do pavimento e para os constrangimentos no trânsito. A eventual construção de uma variante permitiria retirar tráfego da actual via, eliminar troços com elevada sinistralidade e melhorar as condições de vida das populações, reduzindo o ruído, a poluição e os problemas de mobilidade. Apesar do apoio unânime, o tema gerou troca de argumentos entre as bancadas. O deputado do PSD, José Augusto Jesus, aproveitou o debate para lançar uma “pequena picardia” à CDU, lembrando que o projecto já tinha sido discutido no passado sem avançar. O social-democrata recordou ainda o período em que a CDU viabilizou o Governo do PS, a chamada “geringonça”, defendendo que nessa altura poderia ter exercido maior pressão para concretizar a obra. A resposta veio de Orlando Casqueiro, da CDU, que preferiu recentrar o debate na necessidade da obra.
Também o deputado socialista Vasco Casimiro entrou na discussão, recordando que o tema já foi debatido a nível nacional por vários partidos. Sem poupar críticas, deixou um reparo à distância entre promessas políticas e decisões concretizadas. Foi o próprio Vasco Casimiro quem propôs que o documento passasse de moção a recomendação, alteração aceite pela assembleia. Ao contrário das moções, que são instrumentos de fiscalização política com efeitos imediatos, as recomendações assumem um carácter de sugestão de acção, sem força vinculativa. Orlando Casqueiro admitiu algumas dúvidas sobre a distinção, mas sublinhou que o essencial é que o processo avance e que a variante à EN3 possa finalmente sair do papel.

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