Freguesia de Serra de Santo António quer proteger a cultura do olival
Freguesia da Serra de Santo António, no concelho de Alcanena, quer ver a sua cultura do olival reconhecida como Património Cultural Imaterial e a paisagem do Planalto de Santo António classificada como Paisagem Cultural.
A sede do GRUS, na freguesia da Serra de Santo António, acolheu no dia 19 de Fevereiro uma sessão pública dedicada à protecção e valorização da paisagem cultural do Planalto de Santo António. Em cima da mesa está o trabalho em curso para a inscrição da Cultura do Olival da Serra de Santo António no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, a par do projecto de classificação da Paisagem Cultural do Planalto de Santo António.
O consultor Luís Melo, responsável pela investigação e preparação da documentação necessária ao processo de inventariação, explicou os passos técnicos exigidos para o reconhecimento patrimonial. Já Maria Antónia Amaral, chefe da Divisão de Cadastro, Inventário e Classificação do Património Cultural, I.P., sublinhou a importância da salvaguarda de um território onde a paisagem, a agricultura tradicional e o saber-fazer das comunidades se cruzam há décadas.
Durante a sessão houve espaço para a intervenção do público, num momento de partilha e reflexão sobre os principais riscos que ameaçam o olival tradicional, desde o abandono agrícola às alterações económicas e demográficas, e sobre as medidas a integrar no futuro Plano de Salvaguarda. O presidente da Junta de Freguesia da Serra de Santo António, Eurico Justo, que abriu e encerrou a iniciativa, destacou que este processo representa “um passo decisivo” para a valorização da identidade local, defendendo que preservar o olival é também preservar a memória colectiva e o modo de vida da comunidade. Se o reconhecimento avançar, a Serra de Santo António poderá ganhar um novo estatuto nacional, reforçando a protecção do seu património natural.

