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Sónia Ferreira dá pelouros ao Chega para ter estabilidade governativa em Benavente

A presidente da Câmara de Benavente, Sónia Ferreira, eleita pela coligação PSD/CDS (AD), atribuiu pelouros ao vereador do Chega Frederico Colaço Antunes, que vai assumir responsabilidades nas áreas do Desenvolvimento Económico, Investimento e Empreendedorismo; Transição Digital, Inovação, Ciência e Tecnologia; Habitação Pública; Mobilidade e Transportes; e Bem-Estar Animal. O vereador vai ainda integrar a gestão do dossiê do Novo Aeroporto Internacional Luís de Camões, num pelouro bipartido com a presidente da câmara.
A decisão surge após quatro meses de mandato marcados por, segundo o município, “um intenso trabalho de diálogo, identificação de matérias estruturantes e reorganização orgânica da estrutura municipal, período ao longo do qual, a presidente da câmara procurou estabelecer possíveis entendimentos programáticos com e entre todas as forças políticas”.
A AD tem vindo a governar em maioria relativa, com apenas dois eleitos, tantos como o Chega e a CDU, completando-se o executivo com um eleito do PS. Com base na “responsabilidade e capacidade”, a AD e o Chega manifestaram disponibilidade para celebrar, neste momento, um acordo de cooperação com vigência até ao final do mandato, assumindo o compromisso de juntos contribuírem para uma governação estável e orientada para a execução do programa de mudança, crescimento e desenvolvimento sufragado pelos munícipes.
O entendimento entre AD e o Chega contempla a hipótese de integrar, mais tarde, um segundo vereador a tempo inteiro.
Sónia Ferreira indicou que, numa primeira fase, não houve consenso para um “comungar de opiniões”, mas ao fim destes quatro meses “o tempo foi bom conselheiro para todos e chegou-se a este entendimento”. Já Frederico Colaço Antunes referiu a O MIRANTE que o município passa a ter “uma maioria muito alargada e sólida” no concelho. “Não podíamos ter uma forma de governar de total estagnação, uma vez que prometemos às pessoas a força da mudança e o PSD colocou na campanha o mote haja coragem para mudar, ou seja, não podíamos defraudar as pessoas nem permitir o regresso do comunismo”.

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