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NAV desvia rotas de aviões para Oeste para minorar impactos sobre VFX

A NAV, empresa responsável pela gestão do tráfego aéreo no aeroporto de Lisboa, admitiu na última semana já ter definido um cenário alternativo ao actual sistema de aproximação de aeronaves ao aeroporto, para que os aviões deixem de sobrevoar com tanta intensidade o concelho de Vila Franca de Xira. Uma situação que, desde 2024, tem dado dores de cabeça aos moradores do concelho e merecido críticas fortes dos autarcas. A novidade foi deixada pelo presidente da NAV, Pedro Ângelo, na última semana, em que revelou que a empresa já concluiu o estudo solicitado pelo Governo em 2024 para que realizasse ajustamentos às rotas de descolagem e aterragem do aeroporto de Lisboa, na sequência de queixas de ruído intenso deixadas pela população e autarcas de Vila Franca de Xira.
O estudo da NAV propõe agora alterações às rotas utilizadas na chamada pista 02, a principal da Portela e a única em funcionamento, orientada no sentido sul-norte, através de um ligeiro desvio do tráfego para Oeste e a imposição de um gradiente de subida mais exigente às aeronaves. “Iremos desviar ligeiramente a rota e exigir um gradiente de subida às aeronaves que descolam na pista 02, mais exigente, para que a altitude a que sobrevoem as zonas populosas e bairros residenciais seja num nível de voo mais elevado”, explicou o responsável, que defendeu que, em situação ideal, “não faz sentido” ter um aeroporto junto ao centro da cidade, situação que condiciona a operação e a sua expansão. Uma das principais limitações do aeroporto, acrescentou, prende-se com o facto de Lisboa operar com uma pista única. “Isso inviabiliza ter um melhor desempenho”, afirmou.
O problema do ruído dos aviões a passar sobre Vila Franca de Xira, recorde-se, começou em Julho de 2024 quando a NAV realizou alterações nas rotas dos aviões do aeroporto de Lisboa, situação que tem prejudicado o descanso e o bem-estar dos moradores. Fernando Paulo Ferreira, presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, foi uma das vozes críticas da situação, apesar de ter sido criticado pela oposição por, num primeiro momento, ter dito que o aumento do ruído era “uma sensação” dos moradores causada pelo aumento dos ventos dominantes. “A rota que os aviões fazem e a altitude a que voam hoje não é a mesma que faziam antigamente”, acabou por admitir mais tarde.

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